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O objetivo do presente trabalho foi identificar e correlacionar níveis de ansiedade e bem-estar em atletas de modalidades aquáticas insatisfeitos com o corpo. Tratou-se de um estudo transversal totalizando 27 atletas, de ambos os sexos (57,7% homens e 42,3% mulheres) sendo, 6 do Nado Artístico, 6 da Natação, 14 do Polo Aquático, com média de idade de 16,92 ± 4,25 anos. Para avaliar a ansiedade estado e o bem-estar psicológico foram aplicados, o Teste de Ansiedade Estado (CSAI-2) e a Escala de Bem-estar Psicológico (EBEP). As variáveis quantitativas foram calculadas e comparadas pelos testes de Mann-Whitney e Kruskal-Wallis, ajustados pela correção Bonferroni quando necessário. As correlações foram estimadas usando o coeficiente de correlação de Spearman. Para todos os testes foi considerado como nível de significância estatística p < 0,05. Além disso, fatores relacionados a vulnerabilidade também foram coletados – 6,43% dos atletas em vulnerabilidade. Em relação a ansiedade somática, foi observado maior valor na Natação (23,77 ± 4,07) em comparação ao Polo Aquático (17,14 ± 4,22, com p=0,0). O sexo feminino destacou-se com menos autoconfiança em relação ao masculino nas 3 modalidades (p=0,032), e a autoaceitação apresentou-se em menor média naqueles atletas em vulnerabilidade (p=0,045). Para mais, foi possível observar correlações entre as variáveis, tanto de maneira positiva quanto negativa nas 3 modalidades – ansiedade cognitiva e autoaceitação inversamente proporcionais, por exemplo. Portanto, conclui-se que os níveis de ansiedade e bem-estar em atletas de modalidades aquáticas podem ser afetados por fatores como autoconfiança, vulnerabilidade, autoaceitação e diferenças de gênero.
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