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Resumo

Processo de escolha do tema e de produção da obra O documentário, foi idealizado a partir do trabalho com a equipe de pesquisa da Fiocruz, do projeto "Desastres do Petróleo e a Saúde dos Povos das Águas" que se propõe analisar os impactos às comunidades tradicionais da pesca artesanal, atingidas pelo derramamento de petróleo e pela covid-19, e desenvolvido na dissertação de mestrado em saúde pública de Mariana Gurbindo Flores, intitulada "Vulnerabilidade socioambiental e saúde da mulher em comunidades de pesca artesanal de Cabo de Santo de Agostinho e Ipojuca, Pernambuco”.Durante o trabalho de campo de grupo focal com as mulheres das águas, percebemos a necessidade de apresentar a realidade delas a partir de outras linguagens, desde uma perspectiva mais democrática e mais acessível. O documentário O mar que habita em mim, tem duração de quase 13 minutos e narra a história de quatro pescadoras, mulheres das águas, de comunidades tradicionais dos municípios de Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca, Pernambuco, demonstrando a relação dessas mulheres com a pesca artesanal, seu processo de trabalho e saúde. A equipe foi formada exclusivamente por mulheres pesquisadoras e profissionais do audiovisual, encarregadas da captação de imagens, edição e montagem e que estruturou roteiro para aprofundamento sobre as etapas do processo de trabalho da pesca, desde a extração, produção até a comercialização dos produtos, portanto, realizou-se uma oficina, com base no diagnóstico rural participativo (DRP), para construção do fluxograma do trabalho. Logo em seguida realizou-se a vivência do trabalho que aconteceu no dia seguinte da oficina e consistiu na observação e participação do trabalho das mulheres das águas para compreender a cultura das pescadoras e identificação de costumes e manifestações culturais, da vida e do trabalho. Foram realizadas entrevistas individuais e em grupo, em lugares estratégicos como o lugar de trabalho, o cotidiano da casa e o ambiente em que vivem. Utilizou-se diário de campo, gravador e câmera fotográfica/filmadora para registro audiovisual das atividades e captar as expressões complementares do processo de trabalho.A equipe, formada exclusivamente por mulheres, contou com quatro pesquisadoras, profissionais do audiovisual (diretora, fotógrafa e captadora de áudio) e do design (designer, fotógrafa e desenhista) que definiu os percursos desde o roteiro, pré-produção, pós-produção e finalização do documentário. Objetivos Produzir um vídeo documentando os processos de trabalho e vulnerabilidade socioambiental e a saúde das mulheres pescadoras e marisqueiras artesanais. Demonstrar como o documentário é importante estratégia de comunicação e saúde na divulgação científica e democratização do conhecimento. Ano e local da produção O ano de realização foi em 2022, no município de Cabo de Santo Agostinho, na praia de Gaibu e na comunidade tiriri, no estado de Pernambuco . Análise crítica da obra relacionada à Saúde Coletiva e ao tema do congresso A construção de um documentário permite e fomenta o conhecimento para a população em geral e oportuniza a reflexão acerca do processo de trabalho da pesca artesanal realizado por essas mulheres, que contribuem para a soberania alimentar; além de visibilizar as vulnerabilidades socioambientais.Observa-se inúmeros processos de vulnerabilização em seus territórios decorrentes das indústrias do Complexo Industrial Portuário de Suape, do turismo predatório, exclusão social de raça e gênero e racismo ambiental, situações de injustiça ambiental intensificadas sindemicamente pelo desastre-crime do derramamento de petróleo ocorrido em 2019 e pela pandemia daCovid-19 iniciada em 2020, com agravamento das vulnerabilidades socioeconômicas, ambientais e de saúde. Observou-se, que esse formato de comunicação aumenta o interesse da sociedade para além do entretenimento, tanto como processo educativo/pedagógico como em processos formativos no ensino-aprendizagem, como alternativa de construção de saberes e conhecimentos. Um instrumento de comunicação para expressar denúncia, contar sobre, divulgar e comunicar diferentes problemas Formatos e suportes necessários referentes à apresentação Video documentario (MP4), precisa material para projetar Breve biografia do autor Eu sou, Mariana Gurbindo Flores, uruguaia, naturalizada brasileira, com Graduação em Medicina, da Escola Latinoamericana de Medicina- Havana Cuba, em 2013 vim para o brasil participar da primeira turma dos Programa Mais médicos e fiquei ate hoje. No processo fiz a revalidação do diploma pelo INEP/revalida, fiz residência Médica de Família e Comunidade, pela FIP, fiz Especialista em preceptoria de MFC ênfase em clínica, pela UFCSPA. Fiz mestrado, com titulo de Mestre em Saúde Pública pelo Instituto de Pesquisa Aggeu Magalhães/Fiocruz/PE , com área de pesquisa sobre a saúde, ambiente e trabalho e a relação entre esse elementos. Atualmente sou Professora efetiva do Curso de medicina, no NCV, campus Agreste/ UFPE, e integro o LASAT, Laboratório de Saúde Ambiente e Trabalho Instituto de Pesquisa Aggeu Magalhães/Fiocruz/PE. Participo da Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares Processo de escolha do tema e de produção da obra Dentro da perspectiva da Reforma Psiquiátrica e da Atenção Psicossocial os profissionais são convidados a pensar e repensar suas práticas e construir novas estratégias de cuidado para e com os usuários, criando intervenções que promovam ações terapêuticas que resgatem a cidadania e autonomia dos sujeitos. A arte é compreendida como uma dessas alternativas desde Nise da Silveira. Tendo isso como norte, propõe-se a realização de uma oficina de teatro no CAPS, após uma apresentação do Teatro do Oprimido no evento da Luta Antimanicomial da cidade. Nesse processo, um usuário, que ao longo de sua trajetória de vida já atuou com artes cênicas e plásticas, deu força à ideia e, por ser bastante articulado no serviço, divulgou aos demais usuários que conhecia, convidando-os para a formação desse grupo. Em agosto de 2022 ocorreu o primeiro encontro com a presença de sete participantes contando com a mediadora, enfermeira do CAPS. A partir de então, semanalmente, passaram a elaborar um roteiro, fazer dinâmicas teatrais e ensaiar as cenas à medida que eram idealizadas. Ao longo dos encontros, uma média de 10 a 15 usuários participavam e, a proposta inicial era produzir uma apresentação para a festa de final de ano do serviço. À medida que a data se aproximava, os atores iam demonstrando alguma ansiedade e preocupação, com receio de que não houvesse tempo hábil para que tudo ficasse pronto. Com isso, apostamos em adiar a apresentação para fevereiro de 2023. Ao longo desses seis meses o espetáculo teatral tomou forma com sete atos e intitulou-se Delírios Em Cena. Foram realizados 26 encontros, além de três ensaios gerais extras em janeiro.

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