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Políticas Afirmativas, trajetória de um debate.

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As Ações Afirmativas (A.A.) de caráter racial, atualmente em funcionamento em inúmeras universidades públicas brasileiras, é fruto de um processo complexo de descolonização e colorização deste locus de poder e afluência social. Portanto, é imprescindível o resgate sócio-histórico de determinadas dimensões deste extenso momento, caracterizado pela efetivação da democracia no sistema acesso a academia. Desta forma, analisaremos, um pouco da trajetória de implementação das (A.A.) em espaços não acadêmicos e a migração deste processo para algumas universidades, Particularmente a UFPR e a UnB, uma das pioneiras na construção do primeiro modelo de cotas raciais. Consideramos para tanto, a argumentação de alguns teóricos de projeção nacional, nos meios acadêmicos e nos meios de comunicação de massa. Nesta esteira, situamos algumas falas de estudantes beneficiários das políticas afirmativas e a celeuma em relação ao famoso caso Ari, e sua propulsão para elaboração do sistema de cotas na UnB. Devemos destacar como uma das importantes consequências deste rico debate sobre as (A.A.), o surgimento do projeto Encontro de Saberes, também gestado na UnB, que atualmente experimenta franca expansão em âmbito nacional e internacional. O projeto visa articular saberes tradicionais de natureza quilombola, indígena, da cultura popular entre outros conhecimentos dentro da universidade, contexto semelhante à inclusão étnico-racial, produzida pelas (A.A.). O projeto esta fomentando um giro epistêmico de grande proporção na academia, pois defende a inclusão dos saberes e principalmente dos mestres tradicionais, na condição de professores universitários. Os materiais foram colimados a partir da audiência pública promovida pelo STF, em março de 2010, no julgamento sobre a legitimidade desta política em 2012, bem como inúmeras revistas, jornais, documentários, livros e artigos sobre a temática.