DIVERSIDADE ÉTNICA E FORMAÇÃO DE PROFESSORES
Santa Catarina é considerada um dos estados brasileiros mais desenvolvidos quanto à infraestrutura, mas é um tanto quanto conservador. Este estado tende a omitir em sua historiografia, as populações de origem africana e indígena, desconsiderando a importância das mesmas, especialmente quando são relacionadas com a Educação Infanto-Juvenil.
Assim, o Projeto Diversidade Étnica e Formação de Professores, criado em 2014 e desenvolvido pelo Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros (NEAB) da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) tem como objetivo a implementação da Lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino da história da cultura afro-brasileira e africana, como uma prática corrente no cotidiano escolar catarinense, de um modo dinâmico e interativo.
Este projeto é coordenado pela Profª. Ms. Barbara Giese e aplicado por meio de oficinas e discussões realizadas junto a professores, especialmente os do Ensino Fundamental e Médio. Trabalha temas constantes na vida das populações marginalizadas, tais como o racismo, a discriminação e a exclusão, e faz uma análise destes últimos que tem como consequência a omissão de tal historiografia e dos processos de formação que pautam a sociedade brasileira. Durante o ano de 2014, desenvolveu-se nos municípios de Vidal Ramos e Araquari, ambos municípios catarinenses, atividades divididas em três encontros, nos quais se trabalharam oficinas relacionadas às temáticas africana, afro-brasileira e indígena. Entre as oficinas apresentadas, cita-se como exemplo, a Oficina de Abayomi e Oficina de Grafismos.
O projeto encontra-se em andamento e no ano de 2015 pretende-se levantar reflexões sobre a Diversidade Étnica seja no âmbito escolar ou fora dele. Como metodologia apresenta-se as temáticas como: a alimentação, os diferentes usos e a circulação de pessoas nos espaços públicos, os brinquedos e brincadeiras e busca-se dar ênfase às raízes de matrizes africanas e indígenas. Busca-se desconstruir os estereótipos e termos preconceituosos que podem se desenvolver nos processos educacionais, sociais, políticos, econômicos e culturais, para que se combata a discriminação e o preconceito, e se perceba o quão importante é esta temática para a construção da Cultura e História Brasileira.