Contar para Encantar e Transformar
Contar histórias, tem sido desde início da história da humanidade um dos métodos mais antigo para a transmissão de saberes, costumes e tradições de diferentes grupos sociais. Nas culturas africanas por exemplo, tudo é História, aprende-se observando, ouvindo e contando histórias, assim a tradição oral para a maioria dos povos africanos é a principal escola de saber, neste sentido ao contar uma história, está representando a memória coletiva de um povo, seus costumes, sua forma de organização, e que transcende a mera repetição. Assim, o mesmo conto, uma mesma história, assume em diferentes contextos novos significados. Portanto, é sabido que por meio de uma narrativa seja ela escrita ou falada, é possível ensinar, reforçar ou até mesmo desconstruir padrões.
A ação educativa, consiste em apresentar uma adaptação do livro Cabelo de Lelê da autora Valéria Belém e tem como foco trabalhar questões como Identidade, representatividade, pertencimento e autoestima. A hora do Conto, tem por objetivo aproximar o público em geral, ao universo da literatura afro-brasileira, que se destaca por apresentar textos escritos por autores negros ou não, a agencia e o protagonismo de negros e negras, contribuindo assim para uma história positiva da população negra.
Sabe-se que na historiografia tradicional, o papel das populações africanas e de seus descendentes, na maioria das vezes ora foi secundária, ora estereotipada e isto produziu comportamento de auto- rejeição, que resultou na rejeição e negação dos valores culturais das populações de ascendência negra.
Nossos corpos são registros históricos, nós carregamos as marcas de nossos ancestrais, na cor da pele, nos traços físicos no modo de ser e agir. Histórias afirmativas, possibilitam uma identidade negra positiva e ambas contribuem para o empoderamento e autoestima da população negra.