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O grande desafio atual da indústria têxtil é a remoção de corantes do efluente. Neste trabalho é apresentada uma perspectiva sustentável para utilização do lodo residual das estações de tratamento de efluente (ETE), visando a produção de adsorventes. Realizou-se a gaseificação da biomassa em mufla por uma hora a 550 ºC e 700 ºC e utilizou-se o lodo pirolisado. Os ensaios de adsorção foram feitos com corante reativo preto remazol N gran 150% e vermelho remazol RGB utilizando 5 mg/L de cada corante e 5 g/L de adsorvente. Analisou-se a influência do pH inicial dos ensaios de adsorção partindo de pH 5, 7 e 9 e a influência do tratamento térmico utilizado. O aumento da temperatura de gaseificação diminuiu a capacidade do adsorvente. O modelo de cinética pseudo 2ª ordem se ajustou melhor para o lodo pirolisado com os dois corantes e para o lodo gaseificado a 550 ºC com o corante preto. O modelo de isoterma de Langmuir foi utilizado para ajustar os dados experimentais do lodo pirolisado com os dois corantes em pH 7 e o modelo se ajustou melhor ao corante Vermelho RGB. O adsorvente com melhor capacidade de remoção de corante foi o lodo gaseificado a 550 ºC. Com esses resultados conclui-se que é possível utilizar o lodo residual têxtil para produção de adsorvente.
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