PROTOCOLO PARA TRANSPORTE DOS PEIXES BETTA (Betta splendens) E TILÁPIA-DO-NILO (Oreochromis niloticus)

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Resumo

O transporte de peixes vivos é um processo limitante na cadeia da aquicultura. Com isso, o objetivo desse estudo foi desenvolver metodologias para o transporte de peixes vivos. Foram realizados três experimentos. O primeiro foi o teste de uma mesa de simulação de transporte com juvenis de tilápia-do-Nilo (Oreochromis niloticus). O segundo para avaliar os efeitos da redução da quantidade de água na sacola de transporte (30, 50 e 70 ml) do peixe betta (Betta splendens). E o terceiro foi a avaliação de uso de óleos essenciais e sal como aditivos durante o transporte do peixe B. splendens. No primeiro experimento, a mesa vibratória confeccionada para simulação de transporte não afetou na sobrevivência, no batimento opercular e nos níveis de glicose das tilápias-do-Nilo expostas aos tratamentos. No segundo experimento, após a simulação de transporte os peixes foram observados por 21 dias e analisados dados sobre conversão alimentar aparente (CAA) e taxa de eficiência alimentar (TEA). Não houve aumento no estresse dos peixes durante a simulação de transporte, de acordo com os dados dos níveis de glicose aferidos no sangue. A sobrevivência não foi afetada durante a simulação nem no período pós-transporte. Os dados de CAA e TEA não apresentaram diferenças significativas (p > 0,05). No terceiro experimento, foram delineados 14 tratamentos com 20 repetições cada, totalizando 280 peixes, um por sacola de transporte. Com duração de 96 horas de simulação de transporte e mais 21 dias de observação pós- transporte. Os tratamentos foram: T0 Controle (água sem aditivo); T1 e T2 solução de óleo de melaleuca 0,25 e 0,5 mL/L; T3 e T4 solução de óleo de cravo 0,25 e 0,5 mL/L; T5 e T6 solução mista: cravo + melaleuca 0,25 e 0,5 mL/L; T7 solução de sal (6%) 6 g/L; T8 Solução de sal (0,8%): 8 g/100/L; T9 e T10 solução mista: sal + melaleuca 0,25 e 0,5 mL/L; T11 e T12 solução mista: sal + óleo de cravo 0,25 e
0,5 mL/L e T13 solução mista: sal + melaleuca e óleo de cravo 0,5 mL/L água. Os níveis de glicose aferidos não sinalizaram aumento do estresse após a simulação de transporte em comparação ao grupo basal. A sobrevivência não foi afetada significativamente na simulação nem no período de observação pós-transporte. Dos índices de desempenho observados, apenas o peso vivo apresentou aumento no tratamento T 7 com 6 % de sal adicionado na água de transporte. O uso do
sal apresentou-se como um aditivo promissor para a homeostase dos peixes no período pós-transporte. O óleo essencial de melaleuca e o óleo de cravo apresentaram-se como uma boa alternativa de baixo custo para o desenvolvimento de um protocolo para o transporte de peixes ornamentais.

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Instituições
  • 1 Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro
  • 2 Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
  • 3 Universidade Estadual do Norte Fluminense / Darcy Ribeiro
Eixo Temático
  • 7.1 PMCG - Programa Mais Ciência
Palavras-chave
Transporte; Betta; tilapia