PRODUÇÃO DE SERAPILHEIRA EM INSELBERGS NO ESPIRITO SANTO

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Pós-Graduação-Oral
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Resumo

Dentre os diversos ecossistemas que compõe o domínio do bioma Mata Atlântica destacam-se os inselbergs, que são afloramentos rochosos granitóides, caracterizados pelo isolamento natural, baixa retenção de água e nutrientes, exposição direta a radiação solar e solo escasso ou ausente. A serapilheira corresponde a todo o material vegetal depositado no solo pelas plantas e a fração foliar se destaca como sendo a principal fonte de retorno de nutrientes ao sistema planta-solo-planta. O objetivo do presente estudo foi avaliar a produação de serapilheira em três inselbergs localizados no sul do Estado do Espírito Santo: Pedra Três Irmãs -TI (Jerônimo Monteiro); Pedra da Aliança - PA (Muqui); e Pedra Santa Angélica - SA (Alegre). A principal hipótese a ser testada será de que a espécie Pseudobombax ssp. apresenta maior representatividade na fração foliar da serapilheira quando comparada às demais espécies; outra hipótese é que teremos uma maior produção de serapilheira na estação seca (inverno) uma vez que a vegetação lenhosa de inselbergs é caducifólia. Três coletores de 70x70cm (0,49m2) foram alocados aleatoriamente em cada um dos cinco transectos (50x2m) por inselberg. O experimento foi instalado no mês de janeiro (inselbergs TI e PA) e fevereiro (inselberg SA) de 2023. Todo material vegetal amostrado foi seco em estufa de circulação (60°C~48h) e triado nas frações: 1-folhas; 2-galhos (diâmetro<2 cm); 3-material reprodutivo (flores/frutos/sementes); 4-resto. Os resultados apresentados referem-se às duas primeiras coletas, com intervalos entre 34 a 46 dias para a coleta 1 (fevereiro) e 36 a 48 dias para a 2 (março), durante a estação chuvosa. A produção total para as duas coletas realizadas seguiu a seguinte ordem: TI – 1,22 t/ha > SA – 1,07 t/ha > PA – 0,79 t/ha. O maior valor total mensal de produção de serapilheira foi encontrado em março também no inselberg TI (0,85 ±1,30 t/ha) seguido pelos inselbergs SA (0,57 ±0,24 t/ha) e PA (0,52 ±0,35 t/ha). A contribuição por fração, levando em consideração as duas coletas, seguiu a ordem esperada para os inselbergs PA e SA, respectivamente: folhas (76% e 67%)>galhos(17% e 21%)>resto (4,4% e 8,1%)>material reprodutivo (1,7% e 3,0%), enquanto que no inselberg TI a ordem foi galhos (55%)>folhas (37%)>resto (6,2%)>material reprodutivo (0,3%). Os resultados indicam que a maior produção de serapilheira no inselberg TI deve refletir a maior cobertura vegetacional, quando comparada aos demais inselbergs. Porém, estes dados, assim como a contribuição das espécies e o padrão da variação sazonal dos inselbergs serão melhor avaliados após o final da amostragem e triagem das folhas, que possibilitarão testar as hipóteses.

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Instituições
  • 1 Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro
  • 2 Instituto Nacional da Mata Atlântica
  • 3 Universidade Federal do Espírito Santo, Brazil
Eixo Temático
  • 4.6 UENF - PPG Ecologia e Recursos Naturais
Palavras-chave
Ciclagem de nutrientes; serapilheira; Inselbergs