Os estudantes de Administração Pública da UENF: processo de permanência, primeiro ano crítico e sala de aula in lócus

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Pós-Graduação-Oral
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Resumo

O tema de estudo desta pesquisa de tese é o processo de Permanência dos estudantes do curso de Administração Pública da UENF, tendo como recorte temporal, o primeiro ano crítico das turmas 2019, 2020, 2021 e 2022 e, como recorte espacial, a sala de aula. A escolha da sala de aula como lócus privilegiado para pensarmos o processo de Permanência no Ensino Superior deu-se por causa da influência de Tinto (1999) que, afirmava que a sala de aula pode ser o único espaço em que docentes e discentes se encontram, lugar onde os estudantes se envolvem com o aprendizado. Para Bernard Charlot (2000), inclusive, é a “mobilização” para com os “saberes-objeto” (conteúdos das disciplinas) que, entre outras coisas, garante a permanência. Nosso propósito não é só conhecer o processo singular em que cada turma vivenciou o seu primeiro ano de Universidade, destacando as nuances de um ensino presencial e online, devido a pandemia, mas, também, compreender o quanto resistir a Universidade, nos dois primeiros semestres, tem o impacto daquilo que os estudantes vivenciam e constroem na sala de aula. Nossa hipótese primeira é de que permanecer na Universidade requer a construção de relações com os “saberes socioacadêmicos” e, que, essas relações acabam por induzir a formação de “proximidades espontâneas socioacadêmicas”. Os “saberes socioacadêmicos”, categoria sociólogica ainda em construção, referem-se as relações de proximidade que os alunos estabelecem com os conteúdos, os professores, as notas, os colegas, a sala de aula, os eventos e etc. Essas relações construídas na sala de aula e que vão além daquilo que o Charlot nomeia de “saberes-objeto” acabam por influenciar na construção de uma força mútua de atração entre os sujeitos quanto a aprovação. Em termos metodológicos, estamos realizando estudos de casos e, para tal, os intrumentos de coleta de dados empregados tem sido a aplicação de questionários, realização de entrevistas, enquetes e a Técnica de Associação Livre de Palavras (TALP). Como a análise dos dados ainda está em curso, temos como resultados parciais que, pensar a permanência requer uma análise da sala de aula como um espaço de construção de vivências e relações, onde os estudantes acabam por construir uma responsabilidade compartilhada quanto a aprendizagem de todos. O ato de permanecer demanda não apenas políticas públicas de assistência estudantil, mas, sobretudo, um papel de ação dos estudantes que os faça sair da posição de passividade quanto ao estudar e ao aprender na Universidade.

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Instituições
  • 1 Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro
Eixo Temático
  • 4.14 UENF - PPG Sociologia Política
Palavras-chave
Permanência; Ensino Superior; sala de aula