LINGUAGEM, INTERAÇÃO E COGNIÇÃO: as faces do discurso na sala de aula da Matemática, uma cultura invisível

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Pós-Graduação-Oral
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Resumo

A Educação Matemática constitui um desafio da atualidade no sentido de superar paradigmas tradicionais de memorização e repetição de fórmulas e contribuir para a promoção da cidadania e da criatividade (D’AMBROSIO, 2005). A promoção da cidadania refere-se ao preparo do aluno para ser integrado à sociedade desde que sua atuação se dê de forma crítica em desobediência às “ordens e leis que violam a dignidade humana” (D’AMBROSIO, 2005, p. 3). Em relação à criatividade, o autor defende que cada indivíduo tenha a oportunidade de atingir o máximo potencial de suas capacidades, todavia, guiado pela responsabilidade em rejeitar a “criação de instrumentos que reforcem os mecanismos de injustiça, da prepotência e da arrogância” (D’AMBROSIO, 2005, p. 3). É com a intenção de contribuir para a superação do paradigma tradicional e de fomentar uma Educação Matemática crítica, criativa e autônoma que essa pesquisa se delineia. Ao falar da linguagem por meio da interação com vistas à cognição matemática, busca-se uma intervenção nas práticas discursivas no ambiente da sala de aula, pois segundo Monteiro, et al. (2006, p. 9) “é crucial que o professor saiba trabalhar com o seu discurso oral/escrito, com o de seus alunos ou de outros”, haja vista que o lugar social que o mesmo ocupa na formação social dos alunos é de grande relevância a fim de alcançar o grande objetivo da Educação, que na visão de D'Ambrosio (2005, p. 3), “é oferecer uma possibilidade de eliminação de iniquidade, arrogância e prepotência”. Mediante essa perspectiva, o presente projeto de doutoramento pretende, como objetivo geral, analisar a interação discursiva face-a-face entre professor e aluno na sala de aula de matemática, com vistas a contribuir para a constituição de práticas pedagógicas mais dialógicas, libertárias e conscientes. Por consequência, apresenta-se a seguinte questão-problema norteadora: de que maneira linguagem, interação e cognição constituem faces do discurso no processo de ensinagem da matemática? Por intermédio de tal indagação e suas implicaturas, delineia-se a seguinte hipótese: o quadro simbólico de insucessos/dificuldades de aprendizagem na sala de aula da Matemática estão mais relacionados aos aspectos discursivos que caracterizam este ambiente, dentre os quais se inserem a Linguagem, a Interação e a Cognição, denominadas aqui como faces do discurso, do que provenientes da disciplina Matemática propriamente dita.

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Instituições
  • 1 Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro
Eixo Temático
  • 4.4 UENF - PPG Cognição e Linguagem
Palavras-chave
cognição; Linguagem; matematica