Genes Diferencialmente Expressos em Câncer de Esôfago em Comparação com Tecido Normal de Três Regiões Anatômicas

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Iniciação Científica-Poster
  • Eixo temático: 1.1 UENF - Ciências Biológicas (CBB): 2. Biociências
  • Palavras chaves: Genes diferencialmente expressos; pluripotência; Prognóstico;
  • 1 Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro
  • 2 Universidade de São Paulo / Escola de Engenharia de Lorena / Departamento de Biotecnologia

Genes Diferencialmente Expressos em Câncer de Esôfago em Comparação com Tecido Normal de Três Regiões Anatômicas

Emanuell Rodrigues de Souza

Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro

Resumo

O câncer de esôfago (ESCA) é responsável por mais de 500.000 mortes por ano no mundo, sendo a
sétima neoplasia maligna mais comum entre os homens e a nona entre as mulheres no Brasil. Estudos
de transcriptômica são ferramentas valiosas para identificar assinaturas de genes que possam ser
utilizadas como biomarcadores e alvos terapêuticos. Já foram identificados vários genes potenciais
como biomarcadores e alvos terapêuticos para o ESCA, incluindo TP53, CDKN2A, EGFR, ERBB2,
MYC, CCND1, entre outros. A correlação entre as assinaturas gênicas e a desdiferenciação
oncogênica com potencial estaminal é uma métrica importante para identificar novas estratégias
terapêuticas e prever o curso da doença. É fundamental identificar genes diferencialmente expressos
em ESCA, sejam hipo ou hiper expressos em relação ao tecido normal, para entender melhor a
biologia da doença e desenvolver novas terapias personalizadas para o tratamento do ESCA. Neste
estudo, identificamos genes diferencialmente expressos entre ESCA e três regiões anatômicas de
esófago normal: músculo, mucosa e a junção gastroesofâgica. Os níveis de expressão foram extraídos
dos bancos de dados do Atlas do Genoma de Câncer (TCGA) e Genotype-tissue expression (GTEx)
para tecido normal. Utilizamos programação Appyter para identificar genes com expressão diferencial
(log2FC ≥ 3 (hiperexpressos) ou ≤ -3(hipoexpressos)) na plataforma UCSCXena. Implementarmos
códigos em R para extrair dados dos genes únicos em cada análise pareada (ESCA-músculo, ESCAmucosa, ESCA-junção gastroesofâgica) que exibem hiper ou hipoexpressão diferencial. Os genes
únicos em cada comparação foram utilizados para identificar assinaturas gênicas que se
correlacionam com o potencial estaminal e a sobrevida dos pacientes, utilizando as funções de
programação R da aplicação UCSCXenaShiny. Identificamos 133, 380, 130 genes únicos e
diferencialmente hipoexpressos nos três domínios anatômicos e 106, 88, 292 genes únicos
hiperexpressos, respectivamente. A maioria das assinaturas gênicas foram negativamente
correlacionadas com o potencial estaminal (62/72) em 33 tipos de câncer (Spearman, Rho < -0.7, p <
0.05) tanto para os genes hipo quanto hiperexpressos. O número de componentes nas assinaturas
variou de um a 1 a 124. Em ESCA, somente a hipoexpressão do RCAN2 foi correlacionada
negativamente com o potencial estaminal. Esse gene não teve valor prognóstico quanto à sobrevida
dos pacientes. A correlação negativa entre a expressão das assinaturas identificadas com o potencial
estaminal sugere que as assinaturas têm efeito promotor e preventivo na desdiferenciação
oncogênica.

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