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O bioma Mata Atlântica abrange 323.815,13 km², o que representa aproximadamente 20% de sua cobertura florestal original remanescente. Este estudo teve como objetivo quantificar e caracterizar a fragmentação da paisagem da Mata Atlântica e também estimar as emissões e sequestro de carbono ao longo de uma série temporal de 35 anos. Foi utilizado o método Morphological Spatial Pattern Analysis (MSPA) para fornecer um mapa de fragmentação com resolução de 30 m de floresta madura e secundária cobrindo toda a Mata Atlântica brasileira. Utilizou-se MapBiomas como dados de entrada para extrair a cobertura da formação florestal de 1985 (mais antigo) e 2020 (mais recente). Os resultados dos padrões de fragmentação revelaram que 86% (290.468,37 km²) dos remanescentes florestais não foram classificados como áreas núcleo, corredores internos foram os mais representativos 38% (123.447,02 km²), seguidos por ilhas 35% ( 53.360,46 Km²) (fragmentos florestais isolados por matriz não florestal). A regeneração da floresta secundária contribuiu para todas as classes de fragmentação da paisagem, especialmente ilhas e corredores. O núcleo é mais frequentemente convertido para corredor interno, que por sua vez pode ser frequentemente desmatado ou convertido para ilha mais do que outras classes de fragmentação. As estimativas das emissões de carbono, por meio dos mapas de emissões do 3º inventário de GEE do Brasil (MCTI), revelaram emissões contabilizadas no período analisado totalizando 1628 TgCO2, sendo 818 TgCO2 provenientes do desmatamento e 810 TgCO2 provenientes do efeito de borda. O sequestro de carbono pelo crescimento da floresta secundária foi de 1346 TgCO2, insuficiente para neutralizar as emissões. A Mata Atlântica, mesmo com uma lenta dinâmica de mudanças, continua perdendo seus estoques de C. A maior parte da Mata Atlântica é composta por métricas de corredor e ilhas, áreas núcleo necessitam de atenção prioritária para conservação. Seriam necessários aproximadamente 19.600 km² (1,96 milhões de hectares - 2.745 campos de futebol) de floresta regenerada para compensar as emissões históricas de carbono de 1985 a 2020. Portanto, é urgente usar técnicas como o MSPA no planejamento da paisagem da Mata Atlântica. Dessa forma, é possível utilizar de forma mais efetiva a regeneração florestal natural e assistida, onde as políticas públicas podem planejar o uso e a cobertura do solo, minimizando as emissões por meio da criação de novas fronteiras de bordas florestais. Nosso trabalho fornece informações críticas, espacialmente explícitas, atuais e relevantes para a conservação e manejo do bioma Mata Atlântica.
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