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A produção de mudas é um segmento da Olericultura que apresenta crescimento expressivo. O transplantio de mudas é utilizado para a implantação da maioria dos cultivos de hortaliças. A qualidade das mudas é importante para o bom desenvolvimento após transplantio. Além de aspectos visuais fatores como capacidade fotossintética, representada pela área foliar, e estado nutricional são variáveis indicadoras de qualidade em mudas. O objetivo do trabalho foi avaliar a qualidade de mudas de alface produzidas no inverno em Campos dos Goytacazes/RJ. O experimento foi conduzido em estufa localizada na UAP UENF/Pesagro. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, em esquema fatorial 2 x 4 (dois períodos de produção – julho (P1) e agosto (P2); quatro grupos de alface - lisa (AL), americana (AA), crespa (AC) e roxa (AR)) com 6 repetições. Foram utilizadas bandejas de poliestireno expandido (128 células), preenchidas com substrato comercial para hortaliças, com três sementes por célula. A irrigação ocorreu diariamente e após a emissão das primeiras folhas definitivas foi feito o raleio deixando-se uma plântula por célula. A colheita foi realizada aos 21 dias após semeadura. Foram realizadas as seguintes avaliações: área foliar – AF (imagens digitais software ImageJ), massa fresca da parte aérea – MFPA e teores de nutrientes foliares Ca, K e NO3 (Medidor de íons Laquatwin, Horiba). Foi verificado efeito dos fatores sobre a AF e MF, não havendo interação. A AF em P2 foi superior com mudas apresentando, em média, 82,94 cm², enquanto em P1 a média foi de 64,10 cm². Em relação ao fator grupo a AL foi superior às demais com 116, 27 cm², enquanto AR apresentou, em média, 43,29 cm². Em P2 observou-se MFPA 25, 37% superior às médias em P1 (1,34 g/muda). Quanto ao grupo, as alfaces americana e lisa produziram, em média, 2,04 g/planta, enquanto crespa e roxa produziram 0,99 g/muda. Em relação aos nutrientes houve efeito do grupo para Ca e NO3, enquanto para K houve efeito de interação. AC foi superior com 54,75 mg/kg de Ca, a AL apresentou a menor média 30 mg/kg. Para NO3 AR foi superior (2 g/kg), enquanto AA e AL apresentaram, em média, 0,9 g/Kg. Os teores de K foram superiores em AL quando cultivadas em P1 (4,6 g/kg), neste período os demais grupos apresentaram média de 2,5 g/Kg. Já em P2 a média geral observada foi de 2,4 g/kg. É possível verificar que a época de cultivo e o grupo produzido afetam a qualidade de mudas de alface em relação ao crescimento e estado nutricional.
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