Para citar este trabalho use um dos padrões abaixo:
As abelhas sem ferrão são eussocias, constroem colônias perenes com muitos indivíduos e são responsáveis pela polinização de 66% das espécies de plantas cultivadas e de muitas espécies nativas. Com ocorrência nas regiões tropicais e subtropicais do mundo, Meliponini possui cerca de 500 espécies de abelhas descritas e 80% delas se encontra na região Neotropical, que concentra uma das maiores biodiversidades do planeta e que passou por uma rápida e desordenada urbanização. A influência da urbanização sobre o comportamento das abelhas varia de acordo com as condições ambientais e com o táxon ou grupo funcional e essa influência sobre abelhas sem ferrão ainda é pouco estudada. Assim, esta revisão teve como objetivo identificar a influência das condições ambientais das áreas urbanas da região Neotropical sobre a distribuição, o comportamento de nidificação e o forrageamento das abelhas sem ferrão. Para isso foram compiladas 57 publicações de trabalhos desenvolvidos em seis países da região Neotropical, que tratavam de abelhas sem ferrão na área urbana. Cerca de 50% das publicações que analisaram os recursos utilizados e a influência do ambiente urbano sobre o comportamento de nidificação e forrageamento mostram o desmatamento como um grande desafio para abelhas sem ferrão, já que a retirada da vegetação comum nas áreas urbanas diminui a disponibilidade de recursos e locais de nidificação. Além disso, a falta de vegetação junto com os materiais utilizados na construção das cidades contribui para o aumento da temperatura e diminuição da umidade. Cerca de 30% das publicações descreveram a comunidade encontrada nas áreas urbanas. As abelhas mais comuns foram Nannotrigona, Tetragonisca, Scaptotrigona e Trigona, espécies com maior plasticidade, capazes de nidificar em construções humanas, forragear em altas temperaturas e baixa umidade e utilizar ampla gama de plantas nativas ou exóticas. A meliponicultura na área urbana foi objeto de estudo de 5% das publicações que analisaram a qualidade do mel, pólen e própolis das abelhas sem ferrão; destes trabalhos, cerca de 50% relatam a contaminação por metais pesados ou microorganismos. A conservação das abelhas sem ferrão nas áreas urbanas é possível desde que políticas públicas sejam discutidas por arquitetos, gestores públicos e ecólogos, a fim de implantar um paisagismo ecológico, que priorize a criação de áreas verdes e leve em consideração plantas melitófilas nativas, podas planejadas da vegetação, conservação de árvores antigas e disponibilização de cavidades artificiais. Estas estratégias poderiam contribuir para minimizar a falta de recursos alimentares e local de nidificação, limitações comuns em áreas urbanas e para possibilitar a conservação de uma maior diversidade de espécies.
Com ~200 mil publicações revisadas por pesquisadores do mundo todo, o Galoá impulsiona cientistas na descoberta de pesquisas de ponta por meio de nossa plataforma indexada.
Confira nossos produtos e como podemos ajudá-lo a dar mais alcance para sua pesquisa:
Esse proceedings é identificado por um DOI , para usar em citações ou referências bibliográficas. Atenção: este não é um DOI para o jornal e, como tal, não pode ser usado em Lattes para identificar um trabalho específico.
Verifique o link "Como citar" na página do trabalho, para ver como citar corretamente o artigo