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A geração de resíduos industriais é um problema global e diante disso, as indústrias buscam alternativas de reutilizar e/ou contribuir para um destino ambientalmente correto desses passivos ambientais. As rochas artificiais podem ser produzidas a partir de resíduos industriais aglutinados em uma resina polimérica. Esse estudo tem como objetivo desenvolver uma rocha artificial utilizando pó de quartzo e resíduo siderúrgico aglutinados em uma matriz epóxi e avaliar o comportamento desses materiais quando submetidos a alguns ensaios de alterabilidade, como de manchamento, ataque químico e molhagem e secagem. As rochas foram produzidas pelo método de vibração, compactação e vácuo. Foram utilizados 17% de resíduo siderúrgico e o restante de pó de quarzto, o material particulado foi adicionado ao misturador e após a completa homogeneização, 18% de resina epóxi foi adicionada e o sistema de vácuo foi ligado. Em seguida, a mistura foi transferida para o molde e compactada durante 20 minutos a 90ºC O vácuo foi desligado e o sistema resfriado para posteriormente desmolde das placas. A pós cura ocorreu durante 24 horas, em estufa, a temperatura de 100ºC. Logo após, as placas foram lixadas e cortadas nas dimensões requeridas para os ensaios. O ensaio de resistência mecânica seguiu as recomendações da norma da ABNT NBR 15845-6, utilizando seis corpos de prova com dimensões 10x25x100mm que foram submetidos ao teste de flexão de três pontos. A resistência ao manchamento ocorreu pela ação penetrante de agentes manchantes na superfície da rocha (agente verde e vermelho, iodo, azeite, vinho, ketchup, mostarda, limão e café) por um período de 24 horas. Após as 24 horas, os corpos de prova foram submetidos à limpeza (água quente, detergente, pasta abrasiva e solventes) e classificados de acordo com a facilidade de remoção das manchas, onde a Classe 5 corresponde à maior facilidade de remoção e a Classe 1 corresponde à impossibilidade de remoção do agente manchante. A resistência ao ataque químico seguiu as recomendações da NBR 16596/17 [17], que consiste em atacar a superfície dos corpos de prova (50x50x10mm) com diferentes reagentes. Os resultados indicaram que a rocha produzida possui altíssima resistência mecânica antes de sofrerem qualquer alterabilidade: 31,80 ± 2,50 MPa. No ensaio de manchamento foi possível remover todos os agentes manchantes testados, porém, o agente vermelho, só foi removido após todos os procedimentos de limpeza. No ataque químico, o ácido clorídrico provocou modificação cromática na superfície da rocha, deixando-a com um aspecto de ferrugem. O ensaio de molhagem e secagem causou uma perda de massa de 0,16% ± 0,02 em ASPB, provocando uma redução na resistência (28,80 ± 3,92 Mpa), porém, ainda assim, a rocha é considerada de altíssima resistência (>20MPa). A rocha produzida além de apresentar excelente resistência mecânica, pode contribuir para diminuir a disposição inadequada desses resíduos industriais, diminuindo o custo de produção da mesma, com a substituição de matéria prima.
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