Avaliação do emprego de solventes eutéticos profundos para a determinação de elementos químicos essenciais e potencial tóxicos em Castanha Sapucaia

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Resumo

O uso de castanhas é considerado uma alternativa interessante e extremamente benéfica para suplementar elementos essenciais à saúde. A castanha do Pará e a castanha de caju são exemplos de nozes utilizadas com frequência na alimentação do brasileiro. Entretanto, existem outros tipos de nozes menos conhecidas que podem ser usadas com o mesmo fim. Uma dessas castanhas é a castanha Sapucaia (Lecythis pisonis Cambess), que contém inúmeros elementos em sua composição como o Ca, Cu, Fe, Mg, K, Mn, Ni, P, Pb, S, Se e Zn. Embora a castanha Sapucaia seja uma potencial fonte de elementos essenciais, alguns elementos potencialmente tóxicos também podem estar presentes, como As, Cd e Pb. Um dos principais desafios na determinação de elementos potencialmente tóxicos por técnicas espectrométricas baseadas em plasma (ICP OES) é o método de tratamento de amostra. Nesse sentido, a decomposição ácida empregando reagentes como HNO3, HClO4, tem sido amplamente utilizado na determinação de elementos químicos nas mais diversas matrizes. Entretanto, esses métodos de decomposição de amostras requerem um alto investimento em equipamentos como microondas, blocos digestores, reagente controlados, etc. Nos últimos anos, pesquisadores tem destinados esforços na busca de novas estratégias de tratamento de amostras a exemplo do emprego de solventes eutéticos profundos. Entre as principais vantagens da utilização dessa classe de solventes estão sua simplicidade na síntese, baixa toxicidade, biocompatibilidade e por estarem alinhados aos princípios da química verde. Esse trabalho tem por principal objetivo avaliar a viabilidade do emprego dos solventes eutéticos profundos para extração de elementos químicos essenciais e potencialmente tóxicos em Castanha Sapucaia. Para tanto, dois solventes eutéticos profundos serão sintetizados utilizando i: ácido cítrico, ácido málico e água na proporção molar de 1:1:10 e ii: ácido cítrico, xilitol e água na mesma proporção 1:1:10. A síntese será realizada em chapa de aquecimento a 70°C com agitação constante por duas horas. Após a síntese, os solventes irão ficar armazenados em dessecadores em temperatura ambiente afim de evitar a variação das propriedades físicas da amostra. Por fim, aproximadamente 0,25 g de amostras de castanha Sapucaia serão pesados em balança analítica seguindo-se a adição de 5 mL dos solventes sintetizados. A extração será realizada em banho ultrassônico por 2 h. Os extratos serão filtrados e os analítos serão quantificados por ICP OES. Espera-se obter um resultado relevante sobre a viabilidade do emprego dos solventes eutéticos profundos para o preparo das amostras bem como a composição química da Castanha Sapucaia.

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Instituições
  • 1 Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro
Eixo Temático
  • 1.3 UENF - Ciências Exatas e da Terra e Engenharias (CCT): 1. Ciências Exatas e da Terra
Palavras-chave
Castanhas Sapucaia; metais tóxicos; Solventes