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Atualmente, a Petrobrás vem buscando otimizar os sistemas de ancoragem para a instalação de plataformas de exploração e produção de petróleo. Os sistemas de ancoragem utilizados atualmente são do tipo Taut-Leg ou Catenária. O sistema Taut-Leg utiliza como elemento de ancoragem a estaca do tipo torpedo minstaladas em águas profundas, a 2000 metros da superfície, ligados por um cabo até a plataforma com uma angulação que garanta resistir aos esforços horizontais e verticais demandados para o equilíbrio da plataforma. O sistema de ancoragem Catenária, é o tipo de ancoragem convencional, simples a qual é instalada no solo por uma âncora permanente capaz de resistir esforços somente na horizontal. No entanto em aguas ultra-profundas a catenária paresenta grande inconveniente resultante do congestionamento de linhas necessária para manter a estabilidade da plataforma. Nesta profundidade, a temperatura da água na região das estacas (a 2000 metros da superfície) é baixa, tornando a água mais viscosa e o solo é de composição argila mole, sem resistência suficiente para ancoragens submetidas as esforços puramente verticais. Levando em conta a viabilidade de aquecer o solo da região em torno da estaca, torna-se oportuno estudar o comportamento térmico do solo nesta região analisando o papel da viscosidade da água no mecanismo de do adensamento térmico e o consequente impacto na resistência não drenada nesta região. O objetivo geral é contribuir com a diminuição das excessivas linhas de ancoragens através de estudos experimentais do melhoramento térmico de argilas moles por meio da técnica do adensamento térmico, com análise da resistência ao cisalhamento não drenado do solo para fundações offshore, diante da possibilidade de aquecer o solo em torno da estaca afim de tornar as estacas mais estáveis. Para a análise desses parâmetros o presente trabalho tem como metodologia executar ensaios triaxiais térmicos em corpos de provas em tres velocidades distintas (mínima, média e máxima) na temperatura ambiente, 40°C e 50°C e comparar a resistência não drenada entre as temperaturas e velocidades de cisalhamento. O resultado esperado é que haja aumento da resistencia não drenada com o aumento das velocidades nas temperaturas ambiente, 40°C e 50°C.
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