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A bacia do rio Paraíba do Sul é conhecida nacionalmente pelo grande número populacional, por ter um papel importante para economia da região, pelo desenvolvimento de diferentes atividades e devido ao uso diversificado dos recursos hídricos tais como abastecimento humano e industrial, irrigação, geração hidrelétrica, pesca, dentre outras atividades, fazendo refletir sobre as diferentes formas de usos e ocupações dos solos da bacia hidrográfica. O que suscita preocupações relacionadas à disponibilidade de água. No município de Campos dos Goytacazes, no decorrer de seu processo de urbanização, observou-se a formação de diversas áreas de moradias ocupadas por habitantes das camadas populares às margens do rio Paraíba do Sul. Dentre elas, a favela Matadouro e a comunidade Goiabal, que são objeto deste trabalho. Localizadas atrás da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), ali instalada, em 1993. Essas duas áreas sofreram uma série de ações que contribuíram para sua periferização. A Goiabal foi alvo de “remoção”, orquestradas por políticas habitacionais populares, mas atualmente está ocorrendo o retorno desses moradores e de novas pessoas à comunidade ribeirinha. O estudo foi direcionado com o objetivo central que é verificar a relação entre as favelas Matadouro e a comunidade Goiabal com o Rio Paraíba do Sul, cujo enfoque será direcionado aos aspectos ambientais e a conscientização dos moradores a respeito da preservação ambiental em conjunto com o estudo dos processos de urbanização na área. Para o desenvolvimento da pesquisa foram adotados os seguintes procedimentos metodológicos: Pesquisa de campo para maior conhecimento do local e obtenção de registros através de imagem; Levantamento dados através de pesquisas bibliográficas; Observação do cotidiano dos moradores ribeirinhos a fim de verificar a relação deles com o rio; Aplicação de questionário. Como resultado foi identificado: A relação vulnerabilidade social, falta de justiça ambiental e a presença do racismo ambiental. Além disso, carecem de saneamento, abastecimento de água; descarte correto de resíduos urbanos e efluentes industriais. Contudo os moradores gostam de morar no local e não veem como problema as residências ribeirinhas e as precariedades. Grande parte dos moradores retira o seu sustento do próprio rio, que é economicamente essencial para eles, o que explica a resistência e permanência de pessoas no local. Apesar de todos os fatores negativos das moradias, os moradores nas entrevistas só usaram elogios para definir a região.
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