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Os geossintéticos são cada vez mais usados em obras geotécnicas devido às suas múltiplas funções. Esse aumento se deve ao fato de que o material acaba sendo benéfico quando utilizado para trabalhos de drenagem, reforço, filtração, proteção e separação. Para que funcione corretamente é necessário compreender como se comportam quando solicitados. Tais solicitações são avaliadas através do ensaio de resistência à tração direta. Este tipo de teste determina a resistência máxima do geossintético que é necessária para o dimensionamento das obras em que o material será utilizado sob tração, por exemplo em reforços de maciços (taludes, fundações, aterros sob solo mole etc.). O comportamento obtido neste teste é frequentemente influenciado por fatores experimentais, como a escolha da região de medição das deformações, tipo de garra, aderência com a garra, entre outros. Deste modo a obtenção de parâmetros diretamente do ensaio pode não ser representativos da condição de campo. Assim, pretende-se avaliar o campo de distribuições de tensões e deformações ao longo do geotêxtil utilizado no ensaio de tração direta. Testes de resistência à tração direta foram realizados em quatro tipos de geotêxteis tecidos com gramaturas diferentes, utilizando três tipos diferentes de garras de fixação. É feita a comparação da deformabilidade obtida por métodos tradicionais com os resultados obtidos pela medição das deformações por meio do método de correlação digital de imagens (DIC). Para a aplicação do DIC neste tipo de ensaio, pode-se utilizar a velocimetria de imagem de partículas (PIV). Será utilizado para isso o software PivView 2C, disponível no Laboratório de Engenharia Civil – LECIV da UENF. O uso do software, além de permitir uma melhor visualização do campo de deformações, elimina as dúvidas inerentes aos efeitos de fatores adversos de ensaio na deformabilidade do material, como o escorregamento da garra de fixação. O presente estudo pretende, portanto, disponibilizar informações que permitem uma melhor interpretação dos ensaios de tração direta em geossintéticos, o que contribuirá para maior segurança no seu emprego em obras geotécnicas. Além de desenvolver a técnica de interpretação que poderá habilitar e qualificar técnicos de laboratório. O PivView2C usa um método de correlação cruzada de funções para gerar deslocamentos, obtendo, assim, as curvas tensão vs. deformação. Conclui-se a partir desse estudo que o uso de técnicas fotogramétricas elimina erros na determinação das propriedades dos geossintéticos em ensaios de tração sem uso de instrumentos sofisticados, permitindo visualizar a distribuição espacial dos parâmetros elásticos ao longo do corpo de prova.
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