Os determinantes da insegurança alimentar e nutricional no Estado do Rio de Janeiro segundo a POF de 2018

Vol 3, 2022 - 150153
Iniciação Científica-Oral
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Resumo

A fome e a insegurança alimentar passaram a ter prioridades nas pautas políticas de diversos países, incluindo o Brasil. O direito à alimentação adequada foi reconhecido como um dos direitos estabelecidos na Carta de Direitos Humanos de 1948. Foi um marco importante, pois o Estado assumiu a responsabilidade de assegurar o direito à alimentação e ao bem-estar da população, a fim de combate e erradicar a fome. Embora o acesso à alimentação de qualidade seja um direito, garantido por lei, uma significativa parcela da população brasileira ainda vive em situação de insegurança alimentar. Segundo a POF (Pesquisa de Orçamento Familiar) de 2017/2018, 36,7% dos lares do Brasil sofriam alguma dificuldade para aquisição de comida. Segundo a pesquisa, pelo menos 10,3 milhões de pessoas enfrentavam, à época, a fome como rotina, com uma falta constante e diária de alimentos. Isto posto, este trabalho tem como objetivo determinar quais são os fatores determinantes para a insegurança alimentar da população do Estado do Rio de Janeiro. Para isso, utilizou-se o modelo econométrico logit, considerando duas categorias, a saber: segurança alimentar e insegurança alimentar. De acordo com os resultados, todas as variáveis explicativas foram significativas do ponto de vista estatístico e apresentaram coeficientes com os sinais esperados. Conforme as estimativas, a educação é um dos fatores que explicam a insegurança alimentar. Por exemplo, quanto maior for o nível de instrução da pessoa de referência no domicílio, menor a chance dessa pessoa estar em situação de insegurança alimentar. De modo semelhante, cor, gênero, idade e renda se mostraram importantes variáveis para explicar o comportamento da insegurança alimentar. Com relação a cor e gênero, observou-se que se o indivíduo for da cor branca há uma chance menor dele estar em situação de insegurança alimentar. Se a pessoa for homem, a chance também é mais baixa. Diante disso, conclui-se que a educação continua sendo um dos caminhos para que os indivíduos saiam de situação de vulnerabilidade social. Além disso, mulheres e pessoas da cor preta, parda, amarela e indígena possuem condições desfavoráveis se comparadas com homens e pessoas da cor branca.

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Instituições
  • 1 Universidade Federal Fluminense
Eixo Temático
  • 3.6 UFF - Ciências Sociais Aplicadas
Palavras-chave
Segurança alimentar
Rio de Janeiro
fome