Emprego da calibração multienergia (MEC) para quantificação de elementos químicos tóxicos e potencialmente tóxicos em castanha Sapucaia por ICP OES

Vol 3, 2022 - 149657
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Resumo

Introdução: O emprego de castanhas tem sido considerado uma alternativa interessante para a suplementação alimentar de elementos. Apesar de algumas castanhas como, por exemplo, a castanha do Pará e a castanha de caju serem amplamente utilizadas para esse fim, existe uma espécie que, apesar de suas interessantes características nutricionais, não tem sido utilizada para fins alimentícios, a castanha Sapucaia (Lecythis pisonis Cambess). A castanha Sapucaia tem se mostrado uma fonte interessante Al, Ca, Cu, Fe, Mg, K, Mn, Ni, P, Pb, S, Se e Zn e, apesar da presença de elementos-traço essenciais, alguns elementos tóxicos como As, Cd e Pb também podem estar presentes. Assim, é importante ressaltar que o desenvolvimento de métodos analíticos para a quantificação desses elementos é de vital importância. Geralmente a determinação dos analitos de interesse por técnicas espectrométricas é realizada utilizando a calibração externa. Entretanto, dependendo da complexidade da amostra, interferências não
espectrais podem resultar em erro sistemático na quantificação desses elementos. Assim, a calibração multienergia (MEC), uma nova estratégia de quantificação, tem sido desenvolvida e aplicada com sucesso para quantificação de diversos elementos químicos. Essa nova abordagem baseia-se na obtenção de uma regressão linear entre múltiplos comprimentos de onda, obtidos para uma solução de amostra fortificada e outra sem fortificação. A grande vantagem dessa promissora estratégia de quantificação reside no fato de que a matriz da amostra está presente nas duas soluções utilizadas para a quantificação, garantindo assim, que o efeito deletério das interferências não espectrais seja completamente eliminado.
Objetivos: Quantificar o teor de elementos químicos essenciais e potencialmente tóxicos em castanha Sapucaia (Lecythis pisonis Cambess) por ICP OES utilizando a calibração multienergia.
Metodologia: O teor de umidade das amostras será determinado por secagem em estufa a 105°C até peso constante. A seguir, 0,25 g das amostras serão pesados em balança analítica, seguindo o processo de decomposição em bloco de digestão empregando HNO3 e H2O2. A quantificação dos analitos será realizada por espectrometria de emissão óptica com plasma indutivamente acoplado. A fortificação das amostras será realizada utilizando um padrão multielementar e os materiais de referência certificado CRM Selm-1 e SRM 1573A serão utilizados para validação da metodologia.
Resultados Esperados: Espera-se, ao final do projeto, oferecer informações relevantes sobre a
composição elementar da castanha sapucaia além de atestar o potencial de aplicação da MEC para quantificação dos analitos de interesse.

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Autor

Bruna Silveira Nogueira Drumond

Muito obrigada, Monique! 

Instituições
  • 1 Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro
Eixo Temático
  • 1.3 UENF - Ciências Exatas e da Terra e Engenharias (CCT): 1. Ciências Exatas e da Terra
Palavras-chave
Castanha Sapucaia
calibração multienergia
ICP OES