Efeitos da seca em processos ecossistêmicos: uma abordagem experimental com espécies de plantas da Floresta Atlântica

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Pós-Graduação-Oral
  • Eixo temático: 4.6 UENF - PPG Ecologia e Recursos Naturais
  • Palavras chaves: Decomposição da serapilheira; Floresta tropical; Mudanças climáticas;
  • 1 Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro
  • 2 Universidade Federal do Espírito Santo

Efeitos da seca em processos ecossistêmicos: uma abordagem experimental com espécies de plantas da Floresta Atlântica

Caio dos Santos Mendonça Bastos

Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro

Resumo

A frequência e duração de secas extremas têm aumentado nos últimos anos. Porém, o conhecimento sobre como tais eventos afetam processos ecossistêmicos em florestas tropicais ainda é limitado. Um modo de abordar o problema é determinar como a seca influencia a decomposição foliar de diferentes grupos de espécies. Objetiva-se compreender como uma seca experimental, aplicada em solos de diferentes habitats topográficos, afeta processos ecossistêmicos de espécies dominantes e menos abundantes da Floresta Atlântica. Para tal, um experimento em casa de vegetação será montado. Amostras compostas de solo serão coletadas no Parque Estadual de Mata das Flores, na região Sudeste do Brasil, para quatro habitats topográficos: baixada, relevo inclinado NO, relevo inclinado SO e topo de morro. O experimento consistirá em 40 unidades experimentais distribuídas em dois tratamentos (seca; solo de diferentes habitats). O fator seca terá dois níveis: seca e controle. O grupo controle será regado a cada três dias com 60% da capacidade máxima de retenção de água do solo. O fator solo terá quatro níveis correspondendo aos diferentes habitats topográficos. O delineamento será o de blocos casualizados (cinco blocos, oito unidades cada). Com base em uma curva de abundância, serão selecionadas três espécies dominantes e três menos abundantes. Folhas dessas espécies serão coletadas e colocadas em estufa a 60ºC para secagem por sete dias. As folhas serão arranjadas em três grupos de espécies: 1) dominantes, 2) menos abundantes e 3) combinação de dominantes e menos abundantes. A massa seca de cada grupo será pesada e parte do material será separado e submetido à análise foliar nutricional. A outra parte será acondicionada em sacolas de decomposição. Elas serão distribuídas nos vasos de acordo com os tratamentos e mantidas assim por quatro meses. Cada vaso receberá uma sacola de cada grupo. Ao final do experimento, a massa seca de folhas de cada sacola será pesada e serão calculadas as taxas de decomposição. Serão analisadas também as concentrações de nutrientes nas folhas. Será usada análise de variância, com vaso como fator aleatório, para testar os efeitos da seca e do solo de diferentes habitats nas taxas de decomposição de cada grupo de espécies. Espera-se que a seca diminua a taxa de decomposição dos três grupos de espécies e que as espécies menos abundantes apresentem maiores taxas de decomposição e menores concentrações de nutrientes que as espécies dominantes, com efeitos intermediários para o grupo combinado. Este trabalho contribuirá para um melhor entendimento sobre os efeitos da seca e de diferentes grupos de espécies em processos ecossistêmicos das florestas tropicais.

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