Para citar este trabalho use um dos padrões abaixo:
O caráter sociopolítico da educação linguística precisa ser considerado nos discursos e práxis curriculares assim como na ensinagem de LI. Paradoxalmente, há uma tendência histórica de simplificação redutora na sociedade pós-moderna no qual reside o problema da complexidade/tecnificação da língua. Essa pesquisa discursiva de cunho qualitativo e natureza aplicada tem como objetivo geral desenvolver as dimensões teóricas e metodológicas da Interface Curricular Decolonial (ICD) como parte de uma política de resistência a partir da Análise Crítica do Discurso, respondendo à seguinte questão-problema: De que maneira a ICD pode contribuir para a construção de um projeto pedagógico de LI identitário, local e significativo? Para tal é preciso conceituar a LI como fenômeno complexo meditativo a partir das concepções de Edgar Morin e Martin Heidegger sobre linguagem; compreender os mecanismos de fechamento discursivo do processo de colonialidade linguística como soft power na lógica do pós-imperialismo; definir os constructos da decolonialidade como uma contra epistemologia que ofereça estratégias representacionais e linguísticas que legitime múltiplas formas de alteridade; identificar o currículo como fenômeno discursivo a partir da Análise Crítica do Discurso; desenvolver as dimensões teóricas e metodológicas da ICD como parte de uma política de resistência; analisar os contextos discursivos dos documentos curriculares que irão orientar a ensinagem de LI nos cursos de agroecologia e agropecuária do campus Cambuci no IFF; aplicar a Interface para redesenhar o Projeto Pedagógico Curricular (PCC) de LI dos cursos supra citados; e avaliar como essa interface abre caminhos para a construção de uma política curricular decolonial de LI a outros professores. Assim, ao adotar conceito de LI como fenômeno complexo meditativo e currículo como fenômeno discursivo prioriza-se o fomento a uma educação linguística que promova o desenvolvimento de competências e habilidades linguísticas, através de uma prática de linguagem decolonial. A colonialidade linguística é, pois, concebida como um discurso unitário (do centro para a periferia global) que interpela os sujeitos a assumir o lugar “natural” da diferença no sistema de poder da LI. realizando um epistemicídio, uma negação de uma busca pelo conhecimento em nome de um etnocentrismo que anula/nega os saberes locais. Ao discutir todos esses aspectos espera-se, através da ICD, ser capaz de construir um currículo identitário e local, voltado para as heterogeneidades da sala de aula; para interculturalidade; para a dialogicidade entre a língua e a identidade; para a aprendizagem como fenômeno; para a criticidade pedagógica; e para a política decolonial.
Com ~200 mil publicações revisadas por pesquisadores do mundo todo, o Galoá impulsiona cientistas na descoberta de pesquisas de ponta por meio de nossa plataforma indexada.
Confira nossos produtos e como podemos ajudá-lo a dar mais alcance para sua pesquisa:
Esse proceedings é identificado por um DOI , para usar em citações ou referências bibliográficas. Atenção: este não é um DOI para o jornal e, como tal, não pode ser usado em Lattes para identificar um trabalho específico.
Verifique o link "Como citar" na página do trabalho, para ver como citar corretamente o artigo