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Poucos são os relatos sobre a ação dos brassinosteróides (BRs) na resposta a estresses abióticos em mudas de espécies florestais. Avaliamos os efeitos da aplicação exógena de BR sobre características de crescimento em mudas da espécie arbórea tardia P. peroba. Utilizamos mudas propagadas por semente e por miniestaquia, que ao completarem cerca de 120 dias do início da produção, foram pulverizadas com solução de BR, uma vez ao dia, durante 20 dias seguidos. Ao final desse período, transferimos as mudas para vasos (3,8L) com mistura de substrato, composto orgânico e areia grossa, e um dia depois, levamos para os diferentes ambientes de luz. O delineamento foi em DBC, em esquema fatorial 2x2x2, sendo tipos de propagação, concentrações de BR (0 e 0,1 µM L-1) e níveis de luz (pleno sol e 20%), com 4 repetições, de 5 plantas por parcela. Após 145 dias do transplantio, avaliamos em 2 plantas por parcela os seguintes parâmetros: área foliar (AF), massa seca da folha (MSF), caule (MSC), raiz (MSR), parte aérea (MSPA) e total (MST). Calculamos as seguintes razões: massa seca da raiz/massa seca da parte aérea (MSR/MSPA), área foliar específica (AFE), massa foliar específica (MFE) e razão de área foliar (RAF). Submetemos os dados à análise de variância e comparamos as médias pelo teste de Tukey a 5% de significância utilizando o software R. Todas as características foram afetadas pelos níveis de luz, sendo notório a resposta das plantas cultivadas em condições de sombra, apresentando os maiores valores de AF, MSF, MSC, MSR, MSPA, MST, AFE, RAF. Sob pleno sol ambos os tipos de mudas investiram recursos em adaptações morfológicas, como folhas mais espessas e maior número de raízes. Sendo que, sob pleno sol mudas clonais apresentaram maior MFE, ao passo que mudas seminíferas tiveram maior relação MSR/MSPA. Mudas clonais apresentaram maior MSF, MSC e MSPA, enquanto seminíferas maior AFE e RAF, ambas as respostas podem ser justificadas por variações na forma do fuste e morfologia da folha. Mudas clonais desenvolveram mais de um fuste e folhas estreitas e curtas, ao passo que, as seminíferas mostraram padrão de crescimento de um único fuste com folhas largas e longas. O uso de BR na concentração de 0,1 µM L-1 como pré-tratamento não promoveu a tolerância de mudas de P. peroba aos efeitos da alta irradiância. Sugerimos continuidade dos estudos utilizando diferentes concentrações e formas de aplicação. Condições de sombra favoreceram maior crescimento e alocação de biomassa em ambos os tipos de muda.
Ricardo de Oliveira Barbosa Bitencourt
O autores estão de parabéns. Um trabalho conciso, bem escrito e com objetivo claro.
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Deborah Guerra Barroso
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