Características morfológicas e variações químicas de capins Urochloa spp. em diferentes períodos de crescimento

Vol 3, 2022 - 149043
Pós-Graduação-Poster
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Resumo

A forragicultura tropical tem por objetivo proporcionar a continuidade da disponibilidade de forragem de forma obter o equilíbrio desejado entre produção e qualidade das gramíneas⁠. Nos trópicos existem duas estações bem definidas durante o ano (águas e seca), bem como as variações que podem ocorrer de ano a ano. Neste trabalho o objetivo foi avaliar o desempenho forrageiro de Urochloa spp. numa simulação de diferimento de pastos. Foram utilizadas seis espécies forrageiras, em seis períodos de crescimento com três repetições cada, totalizando 108 unidades experimentais (UE). As avaliações foram realizadas por dois anos consecutivos, de forma a aumentar a robustez das informações aferidas, o que proporcionará um maior poder de inferências das estimativas. A implantação do experimento e coletas de dados de campo ocorreram no setor de bovinocultura de leite, Campus Colinas do Tocantins do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins, localizado no município de Colinas do Tocantins. No dia 20 de abril de cada ano foram realizados cortes de uniformização das UE à 20 centímetros de altura do solo, dando início assim ao período de avaliação que contou com cortes das parcelas, seguindo uma organização prévia definida por sorteio. Períodos de crescimento longos (196 dias) apresentaram maiores acúmulos de matéria seca total (MST), em torno de 16 ton de MS.ha-1, porém às custas da qualidade do material forrageiro. No crescimento do capim, a concentração de componentes da parede celular aumenta de forma considerável ao passo que o conteúdo celular muda pouco. Além disso, ocorreram variações no desempenho forrageiro entre os dois anos. Todas as espécies de Urochloa cultivadas apresentaram maiores acúmulos de MST e de matéria orgânica (MO, diferença entre matéria seca e cinzas) em 2019. As espécies Sabiá, Cayane e Marandu apresentaram variações de 53% MO com relação a 2020. As principais variáveis que determinam a resposta vegetal à maturidade são a disponibilidade de água e nutrientes para a planta, temperatura e luminosidade. Maiores episódios de chuva na região durante o primeiro ano de experimento ocasionaram claras mudanças nas características morfológicas (aumento de pesos das plantas inteiras, alturas das plantas, maiores proporções de lâmina foliar verde, colmos e material morto) que explicam tais variações químicas que ocorreram nesse período de crescimento.

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Instituições
  • 1 Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro
  • 2 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins
Eixo Temático
  • 4.3 UENF - PPG Ciência Animal
Palavras-chave
Diferimento
Urochloa
Forragicultura