Uso de aditivos na alimentação de peixes

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Resumo

Segundo dados da Associação Brasileira de Piscicultura, a produção no Brasil de peixes em
cultivo em 2019 foi de 758.006 toneladas, representando um aumento de 4,9% quando
comparado ao ano de 2018, sendo praticamente toda a produção voltada para atender ao mercado interno. Em geral, os peixes em seu habitat natural são capazes de balancear a dieta escolhendo alimentos que possam suprir as suas exigências e possuem a habilidade de adaptação, decorrente das mudanças na dieta, aos processos digestivos, como secreção enzimática, absorção e transporte de nutrientes. No entanto, em peixes em sistema de criação intensiva, o alimento natural torna-se escasso, havendo a necessidade da formulação de uma ração balanceada e que atenda às demandas nutricionais. O uso de probióticos, prebióticos e/ou simbióticos tem sido amplamente usado na aquicultura, devido as características imunoestimulantes. Os efeitos do uso são a competição por sítios de adesão; produção de compostos antagonistas contra os patógenos; resistência à colonização e competição por nutrientes essenciais. A fim de reduzir possíveis impactos, o uso de aditivos tem o objetivo de minimizar ou remover alguns fatores antinutricionais, melhorar o valor nutricional (digestão e absorção de nutrientes), reduzir a excreção de fósforo e nitrogênio. Assim, a produtividade e uma maior rentabilidade na piscicultura dependem da obtenção de alimentos que satisfaçam os requerimentos em nutrientes essenciais. A Instrução Normativa n°.13 de 30 de novembro de 2004 do MAPA define como aditivo para produtos destinados à alimentação animal como “substância, micro-organismo ou produto formulado, adicionado intencionalmente aos produtos, que não é utilizado normalmente como ingrediente, tenha ou não valor nutritivo e que melhore as características dos produtos destinados à alimentação animal dos produtos animais, melhore o desempenho dos animais sadios ou atenda às necessidades nutricionais”. A produção de enzimas destinadas à alimentação animal atingiu escala comercial na década de 1980, sendo os fungos, bactérias e leveduras as principais fontes de enzimas exógenas. Atualmente, as enzimas comercialmente produzidas para os animais aquáticos são geralmente provenientes de bactérias do gênero Bacillus e fungos do gênero Aspergillus. Dessa forma, muitos estudos têm sido conduzidos a fim de avaliar diversos complexos enzimáticos em diferentes concentrações, com o objetivo final de reduzir os fatores antinutricionais, melhorias da conversão alimentar e no desempenho zootécnico do animal, redução nos impactos ambientais e melhorando a qualidade do produto final oferecido ao consumidor.

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Instituições
  • 1 Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Espírito Santo
  • 2 Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro - UENF
Eixo Temático
  • 9 PPG Produção Vegetal
Palavras-chave
enzimas microbianas
Nutrição Animal
simbiótiocos