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A trajetória educacional brasileira é marcada por um sistema totalmente excludente, em que pessoas com necessidades especiais eram discriminadas devido a sua condição ser vista como fora dos padrões exigidos pela sociedade. Passada essa fase da história, foi estabelecido o paradigma da inclusão, onde os perfis considerados não aptos à convivência em sociedade, foram integrados a uma sala de aula. Porém, a maioria das instituições recebem alunos deficientes apenas por força da lei, mesmo não estando preparadas, e essa atitude gera um grande prejuízo ao processo de ensino desses estudantes. Dentre os diferentes tipos de deficiência, temos a deficiência visual (DV), subdividida em cegueira e baixa visão, onde indivíduos com baixa visão enxergam com o auxílio de corretores visuais, já os com cegueira não enxergam nada. Quando se trata de acessibilidade e preparo para receber alunos especiais nas escolas, não estamos falando apenas da preparação de professores ou estruturas físicas, mas também da adaptação de aulas e materiais didáticos, os quais são fundamentais no processo de aprendizagem. No que tange especificamente a área de Ciências, foco deste estudo, esta é considerada uma das áreas mais excludentes para o ensino de DV, pois utiliza demasiadamente imagens e conceitos abstratos, e isso requer ainda mais empenho dos professores durante o planejamento das atividades. Com base nisso, a presente pesquisa pretende analisar como os professores de Ciências realizam o atendimento de alunos DV matriculados no ensino fundamental da rede municipal de Cachoeiro de Itapemirim (CI), para a partir disso, produzir um atlas tátil sobre as células do Sistema Imunológico, que atuam diretamente no combate ao Coronavírus, tema este muito relevante no cenário mundial, devido a pandemia que se alastrou globalmente no ano de 2020. Através do atlas, os alunos poderão aprender sobre o sistema que atua na defesa de seu corpo contra patógenos, evento este que acontece microscopicamente e na maioria das vezes é explanado através de imagens, o que dificulta o processo de ensino do DV. A metodologia utilizada será baseada na análise dos livros didáticos, a fim de verificar como o tema é abordado; aplicação de questionários para que os professores possam responder como realizam o processo de adaptação de materiais e aulas para alunos DV e posteriormente a confecção do atlas tátil através de diferentes metodologias de adaptação de imagens. Os resultados obtidos nos permitirão constatar se a educação no município de CI é de fato inclusiva para alunos DV, além de fornecer o atlas tátil aos professores como uma ferramenta auxiliar no processo de inclusão na disciplina de Ciências.
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