Prospecção do uso de componentes proteicos isolados das plantas de Ricinus communis

- 135726
Pós-Graduação-Oral
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

Os principais alérgenos no pólen e nas sementes de diversas plantas são as isoformas de albumina 2S (2SAlb) pertencentes às classes de prolaminas, proteínas com massa molecular de 10 a 18 kDa. O componente de sementes de mamona mais tóxico é a ricina, uma proteína inibidora de ribossomo (RIP classe 2). Albuminas 2S, ricina e seus derivados são avaliados para vários propósitos biotecnológicos. Dois peptídeos projetados com base na estrutura primária de Alb2S, RcAlb-PepI e RcAlb-PepII, foram testados como peptídeos antimicrobianos. A ricina, uma lectina isolada das sementes, apresenta atividade antiproliferativa contra células tumorais em condições in vitro e in vivo. Com base neste conhecimento, imunotoxinas foram produzidas ligando a ricina (cadeia A) a proteínas-alvo de anticorpos presentes em células cancerosas. Este projeto foi estruturado na extração de peptídeos de sementes de Ricinus communis, visando seu potencial antimicrobiano. O perfil do extrato orgânico foi analisado por cromatografia de fase reversa (coluna C18) em sistema HPLC. Para os ensaios de citotoxicidade, foram utilizadas células LLCMK2, parasitadas e não parasitadas por Toxoplasma gondii. As ações dos componentes foram investigadas diretamente sobre o parasita Trypanosoma cruzi em meio extracelular. A identificação dos compostos com atividade tripanocida foi feita por eletroforese e o sequenciamento de proteínas por espectrometria de massa. O peptídeo foi desnaturado, alquilado e reduzido antes da clivagem enzimática. O peptídeo natural também foi clivado em condições ácidas específicas usando micro-ondas. O peptídeo isolado apresentou inibição do crescimento de parasitas, dentro e fora das células. Apresentou peso molecular de Dalton <3,5 por SDS-tricina PAGE, N-terminal bloqueado e quando nativo, resistência às enzimas tripsina, endo-Glu e endo-Asp. Após desnaturação, redução e alquilação, o peptídeo pôde ser clivado por pelas enzimas citadas e os peptídeos isolados foram parcialmente caracterizados por espectrometria de massa. Pela composição destes dados sequenciais, a estrutura ARCCLVMPVPPFACVKFCSSA foi estabelecida. Este peptídeo apresentou sequencia semelhante ao peptídeo RCB-1, um peptídeo previamente identificado por espectros de MALDI e LC-MS durante a análise proteômica de extratos de diferentes cultivares de R. communis, Nossos dados permitem prospectar o uso deste peptídeo para o combate os parasitas T. cruzi e T gondi. Estudos, empregando o peptídeo obtido por síntese em estado sólido, serão realizados para estabelecer dosagens e veículos de diluição.

Compartilhe suas ideias ou dúvidas com os autores!

Sabia que o maior estímulo no desenvolvimento científico e cultural é a curiosidade? Deixe seus questionamentos ou sugestões para o autor!

Faça login para interagir

Tem uma dúvida ou sugestão? Compartilhe seu feedback com os autores!

Instituições
  • 1 Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro
Eixo Temático
  • 4 PPG Biociências e Biotecnologia
Palavras-chave
Extrato vegetal
peptídeos antimicrobianos
parasitas