PROBABILIDADE DE FALHA DE CONTROLE DA TRAÇA-DAS-CRUCÍFERAS (Plutella xylostella L.) DO MUNICÍPIO DE NOVA FRIBURGO

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Iniciação Científica-Oral
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Resumo

O controle químico é o método mais empregado para o controle da traça-das-crucíferas (Plutella xylostella). Entretanto, produtores da Região Serrana do Estado do Rio de Janeiro têm relatado dificuldades no controle deste inseto. O objetivo do trabalho foi testar a eficiência de seis inseticidas utilizados para o controle de P. xylostella e calcular a probabilidade de falhas de controle quando esses produtos forem usados. Larvas de P. xylostella foram coletadas no município de Nova Friburgo e uma população foi estabelecida em laboratório até a obtenção de larvas do segundo instar (F1). Os bioensaios foram montados em delineamento experimental inteiramente casualizado, com seis tratamentos: Clorantraniliprole (200g i.a./L), Clorfenapir (240g i.a./L), Espinosade (480g i.a./L), Malationa (500g i.a./L), Metomil (215g i.a./L), Piretróide (50g i.a. / L) e um controle [água + 0,005% de espalhante adesivo à base de Nonilfenol etoxilado (250g i.a./L)] e quatro repetições. Discos de folha de couve Brassica oleraceae var. acephala (9 cm de diâmetro) foram submergidos por 30 segundos em solução inseticida + espalhante adesivo (0,005% de espalhante adesivo). Após a secagem, os discos foram transferidos para placa de Petri e em cada placa foram inseridas dez larvas de segundo instar de P. xylostella. A mortalidade foi avaliada 24 e 48 horas após a montagem dos bioensaios. Os dados de mortalidade foram submetidos a análise de variância Two Way ANOVA (p<0,05) e as médias comparadas mediante teste de Tukey (p<0,05). E o índice de Probabilidade de Falha de Controle (PFC) foi calculado com base na fórmula: PFC = 100 - [média mortalidade (%) × 100] / 80% de mortalidade. Valores obtidos de PFC < 20% indicam controle bem sucedido; 20-<50% baixa PFC; 50-100% alta PFC. Nos tempos de 24 e 48h, apenas os inseticidas Clorfenapir (62,5; 90,0) e Espinosade (75,0; 92,5) causaram mortalidade de larvas superior a mortalidade do controle (2,5; 2,5). Apenas Clorfenapir apresentou diferença significativa em relação a variável tempo 24h (62,5), 48h (90,0). Os inseticidas Clorantraniliprole, Malationa, Metomil e Piretróide apresentaram alto risco de PFC na avaliação de 24 h (81,25%; 93,75%; 78,13%; 96,88%) e 48 h (62,5%; 90,63%; 56,25%; 96,87%, respectivamente). Clorfenapir apresentou baixa PFC após 24 h (21,88%) e controle bem sucedido após 48 h (-12,5%). Espinosade apresentou controle bem sucedido após 24 e 48h (6,25%; -15,63%). É possível concluir que os inseticidas Clorantraniliprole, Malationa, Metomil e Piretróide não foram eficientes para o controle da P. xylostella e apresentaram alta PFC a campo. Apenas Clorfenapir e Espinosade apresentaram eficiência quando usados.

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Instituições
  • 1 Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro
Eixo Temático
  • 1.4 UENF - Ciências Agrárias
Palavras-chave
Brássicas
controle químico
hortaliças