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O conservadorismo moderno surge com as correspondências entre Edmund Burke e seu interlocutor francês em contraposição à Revolução Francesa. As cartas de Burke se tornaram o livro mais célebre entre os conservadores e demais leitores interessados nesta doutrina político-filosófica, a obra Reflexões Sobre a Revolução na França, publicada originalmente em 1790. Menções a este pensamento tem ganhado espaço crescente na política e no debate público brasileiro, especialmente durante e após as eleições de 2018. Este assunto também recebeu destaque em outros países com a ascensão de outros candidatos declarados à direita do espectro político. Em decorrência disto, também surgiram discussões acerca da relação entre a religião e este pensamento político. No entanto, essa influência não se manifesta de maneira clara, aparentemente, poucos autores e/ou pesquisadores tentaram esclarecer tal assunto. William R. Harbour afirma que: “Ignorar la importancia de la religión en el pensamiento conservador, o abordar el tema en una segunda instancia, sería violar el espíritu del conservadorismo e imprimir al análisis un sello extraño” (1982, p. 20). Particularmente nos estabelecimentos de produção de conhecimento o conservadorismo é, geralmente, avaliado de forma genérica, sendo associado a uma série de outras correntes político-filosóficas. No entanto, esta corrente de pensamento possui um percurso histórico, propostas sociais e políticas próprias. O objetivo geral desta pesquisa é amadurecer e enriquecer o debate dentro e fora das universidades, procurando apresentar este pensamento a partir da perspectiva de alguns de seus autores, considerando sua importância para a análise e compreensão de condutas individuais e coletivas, de sistemas políticos e econômicos, e da defesa de determinadas concepções de mundo. Para tanto, recorro à leitura analítica dos seguintes autores: Edmund Burke (2014), Robert Nisbet (1987), William Harbour (1985). Além dos comentadores: Ivone Moreira (2019), João Pereira Coutinho (2014).
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