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Esse trabalho foi produzido a partir dos estudos realizados pelo Núcleo de Ensino e Pesquisa sobre Espaço e Currículo de Geografia e Imagem e Multiculturalismo da Universidade Federal Fluminense, Campus Campos dos Goytacazes, fomentado pela CAPES, através do Programa de Residência Pedagógica, desenvolvido no C. E. Manoel Pereira Gonçalves. O presente projeto objetiva entender O Medo Branco De Ouvir, provocando uma reflexão sobre o racismo estrutural o incômodo de ouvir vozes que historicamente foram e são silenciadas, fazendo com que a história e o poder sejam constituídos por grupos privilegiados historicamente. É necessário tirar as ‘máscaras de silenciamento’ e ouvir o que essas pessoas têm a dizer sobre a sua história, mas também sobre diversos assuntos a qual dominam que não se restringe à questões raciais. O recorte proposto é de como a mulher preta é vista socialmente e tem sua presença negada, sua voz silenciada, seu corpo objetificado e sua posição questionada, e como se constituiu esse cenário da desumanização da mulher preta dentro da sociedade comandada por homens em sua maioria brancos. A metodologia adotada foi a pesquisa bibliográfica de autoras e ativistas negras buscando compreender a realidade da população preta em diversos locais, fenômenos e tempos. Tendo como base dois conceitos muito relevantes, lugar de fala, e interseccionalidade, compreender como o local de fala é utilizado para que vozes não perca a suas narrativas e o seu protagonismo, no sentido de compreender de onde vem a 'voz' que fala sobre determinado tema; a interseccionalidade é entendida aqui pelas formas que as opressões podem se manifestar de formas múltiplas em cada pessoa levando em consideração sua singularidade. Logo, tem que se compreender as relações sociais entre pessoas brancas e pessoas negras numa sociedade estruturalmente racista e machista, analisando como a branquitude tende a desconsiderar as falas e conhecimento da população preta, principalmente da mulher preta.
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