Métodos de Secagem da Madeira para Melhoria da Queima em Fornos Cerâmicos

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Pós-Graduação-Oral
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Resumo

A indústria cerâmica é uma importante atividade econômica para o Brasil, mas apresenta uma produção rudimentar e prejudicial ao meio ambiente. O município de Campos dos Goytacazes, localizado no norte do estado do Rio de Janeiro, região sudeste do Brasil, destaca-se como o segundo maior parque industrial de cerâmica vermelha do país e um dos maiores da América do Sul, com mais de 100 empresas ativas que produzem predominantemente blocos e tijolos para construção civil. A produção da cerâmica é inerente ao consumo de energia térmica, visto que é necessário o emprego de altas temperaturas nos fornos durante o processo produtivo. O consumo de combustível para geração de calor compõe seu segundo maior custo operacional, ficando atrás apenas da mão-de-obra. As empresas ceramistas usam uma variedade de combustíveis como bagaço-de-cana, pó-de-serra, carvão, GLP e madeira. Esta última está inserida no objetivo do trabalho, o qual tem o intuito de realizar o levantamento dos métodos de secagem da madeira e avaliar a variação do seu teor de umidade e poder calorífico para calcular o ganho em eficiência energética dos fornos que utilizam este tipo de biomassa como combustível. O método utilizado consiste na revisão bibliográfica, experimentos laboratoriais e simulações computacionais para avaliar a quantidade de energia fornecida pela queima da madeira úmida e seca e correlacioná-las com a economia no consumo de combustível. Os estudos têm mostrado que a madeira sem algum tipo de tratamento de secagem apresenta alto teor de umidade principalmente quando armazenada ao ar livre em regiões de litoral. O teor de umidade das biomassas tem influência significativa no poder calorífico, o que tornam os processos de secagem uma alternativa para redução do consumo de combustível e emissões de poluentes pelos fornos cerâmicos, visto que parte da energia térmica gerada durante a combustão é gasta para evaporar a água presente na madeira ao invés de ser aproveitada para aquecer a cerâmica no interior dos fornos. O combustível úmido, quando jogado no queimador do forno diminui a temperatura de chama da combustão gerando maior quantidade de gases poluentes como monóxido de carbono, comprometendo a qualidade da cerâmica com trincas e variação das suas propriedades estéticas e mecânicas devido a geração de regiões com diferentes temperaturas no interior do forno. A secagem da biomassa tem potencial para aumenta seu poder calorífico, sendo necessário menos combustível para manter as condições de temperatura de funcionamento dos fornos, o que gera redução no custo do processo, de desperdícios com produtos que não atendem as especificações de qualidade e emissão de poluentes.

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Instituições
  • 1 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense - Campos dos Goytacazes
Eixo Temático
  • 23 Mestrado Profissional em Sistemas Aplicados à Engenharia e Gestão (SAEG)
Palavras-chave
Eficiência Energética
Combustível
Poder calorífico