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A criação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), no final dos anos 1950, é considerada um marco para as políticas nacionais de desenvolvimento regional no Brasil. As superintendências regionais tiveram certo protagonismo durante os anos 1960 e 1970. Porém, a partir da década de 1980, devido às instabilidades políticas e econômica e à crise no cenário nacional, as políticas nacionais de desenvolvimento foram deixadas de lado e, ao final dos anos 1990, encontravam-se praticamente excluídas da agenda formal de políticas públicas. Por mais de uma década o desenvolvimento regional permaneceu excluído da agenda de políticas públicas, e só voltou a cena política a partir de 2003, através da ‘Política Nacional de Desenvolvimento Regional’ (PNDR). Se por um lado as políticas de desenvolvimento regional compuseram a agenda de políticas públicas da União, por outro lado, as diferenças socioeconômicas entre mesorregiões de um mesmo estado foram, muitas vezes, negligenciadas pelos governos estaduais. Trazendo para a realidade do Estado do Rio de Janeiro, as mesorregiões Norte e Noroeste Fluminense, se destacam como as menos desenvolvidas. Visto isso, o trabalho pretende analisar e discutir o desenvolvimento regional das mesorregiões Norte e Noroeste Fluminense, e posteriormente apontar os possíveis caminhos para o desenvolvimento para ambas regiões. A princípio ressalta-se que entender desenvolvimento regional vai muito além do que analisar somente a perspectiva econômica. Desenvolvimento é um fenômeno multidimensional. Portanto, fatores sociais, econômicos, culturais, políticos, de meio ambiente, sustentabilidade, tecnologia e inovação devem ser considerados pelos estudos e pesquisas que tratam deste tema. Nossa pesquisa se iniciou com uma imersão teórico-conceitual sobre o tema e, a partir desse aprofundamento, adotamos o conceito de Desenvolvimento Humano Sustentável para nortear nossas discussões. De acordo com a literatura Desenvolvimento Humano Sustentável tem o ser humano como elemento central, visando formas de melhorar a capacidade do mesmo de satisfazer suas necessidades, e incorpora o enfoque ambiental no sentido de rever o nível de consumo dos recursos natural para a satisfação de tais necessidades. Para analisar o desenvolvimento das mesorregiões Norte e Noroeste Fluminense, através desta perspectiva conceitual, será elaborado um sistema de indicadores, a partir dos quais esperamos compreender o atual estágio de desenvolvimento destas regiões e, possivelmente, traçarmos caminhos para as regiões estudadas.
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