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O presente trabalho integra o plano de atividades da linha 19 – “Juventude e modo de vida no contexto do PEA-Pescarte”, que busca focalizar os jovens filhos de pescadores artesanais e os aspectos que configuram o seu modo de vida e as suas trajetórias familiares, percepções e experiências associadas a educação formal e horizontes de expectativas educacionais, profissionais e ocupacionais. Certamente isso implica na compreensão e interpretação da experiência juvenil com foco na transição para a vida adulta e que ainda é marcada por instabilidade e precariedade dos mecanismos de controle das transições no curso de vida. Pafa tanto, propõem-se a organização de fóruns de escuta temáticas, ainda que realizados virtualmente, com temas referentes aos direitos previstos no Estatuto da Juventude e suas garantias. Sendo estes espaços de diálogos, responsáveis pelo alcance de uma interlocução e reflexão, pautadas no contexto por eles vivenciados, o modo de vida cotidiano e a garantia dos direitos e cidadania. Trata-se da “coexistência de várias formas de construção de espaços, saberes e práticas. E assim sendo, domínios de valores e princípios de pertencimentos diversos e situacionais” (Neves, 2008: 68). Essas atividades, terão como objetivo dialogar sobre as representações destes espaços, “a produção, circulação e transmissão de saberes que lhes asseguram a participação- construção de diferentes sistemas de posições sociais” (idem, p.69). Esses espaços e interações podem ser reveladoras da construção da identidade desses jovens na condição de filhos e ou pescadores artesanais, a relação dessa identidade com sua atuação profissional, bem como a relações entre estes espaços e o processo de escolarização vivenciada por eles. Como ampliação das perspectivas de abordagem metodológicas sobre os contextos sociais, as experiências e perspectivas dos jovens, consideramos que as reuniões, fóruns e oficinas realizadas no âmbito do projeto PEA Pescarte podem ser tomadas como momentos privilegiados à observação etnográfica, pois, por vezes, revelam as divergências de perspectivas, os conflitos de interesses e também as alianças dos atores que estão em jogo nesse processo. Estes jovens, enquanto sujeitos de direitos, elaboram e/ou reelaboram estratégias políticas no que diz respeito ao seus relacionamentos com a redes formais e informais de proteção social. Compreender tais mecanismos de ação certamente isso implica na compreensão e interpretação da experiência juvenil com foco na transição para a vida adulta e que ainda é marcada por instabilidade e precariedade dos mecanismos de controle das transições no curso de vida.
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