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As regiões Norte e Noroeste, do Estado do Rio de Janeiro, apresentam uma importante parcela da produção animal. Assim como, a industrialização da fruticultura tropical, que proporciona enormes sobras de subprodutos in natura ou beneficiados, que podem contribuir na alimentação de ruminantes. Contudo, à escassez de informações a respeito dos valores nutritivos destes resíduos, os tornam pouco utilizados como fontes de alimentos para ruminantes. O resíduo da cultura do abacaxi, após a colheita do fruto e de mudas, é composto por folhas e caules, que pode representar entre 15 a 30 toneladas (MS.ha-1). A microrregião de Campos dos Goytacazes produziu 108.930 mil frutos de abacaxi no ano de 2014, numa área que representa 99,2% da área plantada no estado. Embora este tipo de resíduo seja abundante na região, seu uso ainda é realizado de forma empírica na alimentação dos animais A caracterização nutricional deste resíduo poderia embasar sua recomendação como alternativa alimentar. O objetivo deste estudo é avaliar as características nutricionais desse alimento para ser utilizado na dieta animal. Amostras de silagem do resíduo do cultivo de abacaxi foram obtidas de diferentes silos em um experimento conduzido no setor de ovinocaprinocultura da UENF, as amostras foram pesadas e secas em estufa de ventilação forçada por 72h. Depois de secas, foram moídas em moinhos com peneiras de 1 mm de crivo. Foram realizadas análises bromatológicas para proteína bruta (PB), carboidratos totais (CT), carboidratos não fibrosos (CNF), carboidratos fibrosos (CF) e fracionamentos de carboidratos (A’+B’1, B’2 e C’) e de proteínas (A, B1, B2 e C). Os valores obtidos das análises, médias (?̅) seguidas dos respectivos desvios padrão (± ?), foram: PB= 811,1 g/kg (± 70,71), CT= 815,1 g/kg (± 7,12), CNF= 420,4 g/kg (± 22,08), CF= 394,7 g/kg (± 22,28), A’+B’1= 291,6 g/kg (± 30,51), B’2 = 394,7 g/kg (± 22,28), C’= 128,8 g/kg (± 10,06), A= 764,1 g/kg (± 69,53), B1= 27,5 g/kg (± 1,73), B2= 8,6 g/kg (± 2,29) e C= 10,9 g/kg (± 1,30). Os resultados das análises estão condizentes com os poucos trabalhos científicos encontrados na literatura. Os valores de PB são semelhantes aos encontrados para a silagem de milho, sendo superior ao mínimo recomendado para as forrageiras, que é de 7,0 g/kg. Quanto ao fracionamento da proteína, que apresentou uma pequena fração indigestível (C), é possível um maior aproveitamento desse nutriente. O resíduo do cultivo do abacaxi é uma boa fonte de energia, visto que apresenta alta quantidade de CT, com pouca fração de carboidratos não degradados no rúmen (C’), o que permite ser uma fonte promissora de alimento alternativo para os animais ruminantes.
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