DESAMPARO E VULNERABILIDADE AO SUICÍDIO FACE À PANDEMIA DO COVID-19

- 135941
Pós-Graduação-Oral
Favoritar este trabalho
Como citar esse trabalho?
Resumo

A pandemia do novo coronavírus, iniciada em janeiro de 2020, trouxe novas preocupações quanto aos fatores de risco do adoecimento mental, o que tem desencadeado estudos e pesquisas sobre o risco de suicídio e suas tentativas durante a pandemia. Alguns documentos trazem até mesmo resultados empíricos sobre o problema, indicando o aumento de casos. Entretanto, a literatura sugere que durante épocas de crises, tais como desastres naturais, guerras ou epidemias, é comum as taxas de suicídio diminuírem temporariamente mas, logo depois do fim da crise os números aumentarem. Provavelmente os fatores de risco de suicídio devem crescer por causa do isolamento, a perda de pessoas próximas, o temor e a ansiedade, a depressão e as situações de vulnerabilidade social impostas pela pandemia (Organização Pan-Americana da Saúde, OPAS, 2021). O objetivo desse trabalho é apresentar como a complexa inter-relação de aspectos individuais, socioculturais, econômicos e políticos se tornam riscos potenciais, ao promover a vulnerabilidade e o desamparo como efeitos da pandemia do Covid-19 que podem ter como desfecho os suicídios e suas tentativas. Através de uma revisão bibliográfica sobre os conceitos de vulnerabilidade social e desamparo psíquico, foi possível constatar que a pandemia apresenta um desafio especial para as pessoas em todo o mundo na medida que afeta tanto a saúde física quanto a mental, a economia e a vida social em todo o planeta. Segundo Boaventura Santos (2020), a pandemia de Covid-19 não é uma situação de crise que se opõe à ideia de normalidade. A década de 1980, marcada pela imposição do neoliberalismo como a versão dominante do capitalismo, sujeitado cada vez mais à lógica do setor financeiro, colocou o mundo em permanente estado de crise. Nesse sentido, a pandemia vem apenas agravar uma situação de crise imposta nos últimos quarenta anos, sendo essa a sua específica periculosidade. Assim, concluímos que, diante da ameaça real, é preciso que haja uma construção corresponsabilizada de enfrentamento entre os diversos atores sociais incluídos, a saber, a população, os dispositivos institucionais, as autoridades sanitárias e o poder público.

Compartilhe suas ideias ou dúvidas com os autores!

Sabia que o maior estímulo no desenvolvimento científico e cultural é a curiosidade? Deixe seus questionamentos ou sugestões para o autor!

Faça login para interagir

Tem uma dúvida ou sugestão? Compartilhe seu feedback com os autores!

Instituições
  • 1 Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro
Eixo Temático
  • 11 PPG Políticas Sociais
Palavras-chave
vulnerabilidade social
Suicídio
PANDEMIA COVID-19