Da reclusão a inclusão: Pensando programas socioeducativos como forma de ressocialização do indivíduo preso

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Pós-Graduação-Oral
  • Eixo temático: 1.8 UENF - Outras
  • Palavras chaves: ressocialização; Educação Inclusiva; Tecnologias digitais;
  • 1 Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro

Da reclusão a inclusão: Pensando programas socioeducativos como forma de ressocialização do indivíduo preso

Viviane Carneiro Lacerda Meleep

Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro

Resumo

O presente trabalho representa nossas reflexões iniciais de uma pesquisa-ação que vêm sendo desenvolvida na dissertação de mestrado, cujo objetivo central é compreender o papel da educação como meio de ressocialização, uma vez que a educação pode ser uma estratégia possível e viável na recuperação do indivíduo. Parece-nos que a educação é um meio de promover a integração social, o desenvolvimento humano e o preparo para exercer a cidadania desses indivíduos. Portanto, encontramos na educação inclusiva uma estratégia possível de transformação dos indivíduos e formação profissional de cidadãos privados de liberdade. Como possibilidade de ressocialização, encontramos na literatura a tecnologia educacional a oportunidade de inclusão digital para a reabilitação prisional do indivíduo recluso e uma estratégia educacional interdisciplinar e multiprofissional. Se por um lado, a educação escolar na prisão possibilita a transformação do indivíduo, por outro lado, ferramentas socioeducativas poderiam produzir novas formas de pensar da sociedade sobre indivíduo privado de liberdade que passa pela ressocialização. Em nossas leituras encontramos que para uma efetiva ressocialização é necessária a implantação de programas educacionais, sociais e profissionais nas prisões, com o fito de haver inserção futura do condenado na sociedade. Uma vez que a educação é direcionada à formação do cidadão e sob o viés de educação prisional se difere da pedagogia de rua, não com diferença no conteúdo, mas no contexto, pois a visão da educação na vida carcerária visa transformar indivíduos a serem aptos à reinserção social (ARRUDA, 2007). Nesse sentido, nosso arcabouço teórico tem sido alimentado pelas concepções da educação libertária e emancipatória de Paulo Freire, a favor dos excluídos e em nosso caso, privados de liberdade, para que promovam a reflexão a partir da realidade do aluno, em relação as experiências e realidade de cada um. Por esse motivo, nossa pesquisa tem como perspectiva a interdisciplinaridade, pois segundo a visão científica, o indivíduo preso será transformado pelo tratamento reeducativo, modificando sua personalidade, moldando seu caráter, adquirindo conhecimentos numa visão interdisciplinar trazida pelo educador, pelos servidores, assistente social, médicos, psicólogos e com a participação do Estado na iniciativa de políticas públicas voltadas para a melhoria dos indivíduos encarcerados, tendo como foco o indivíduo preso e não o seu ato praticado.

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