Características fotossintéticas e biométricas indicam compatibilidade de enxertia entre a goiabeira 'Paluma' e novos híbridos

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Resumo

A goiabeira Paluma, cultivar de maior relevância econômica no Brasil, tem sido acometida por uma doença referida como “Declínio da goiabeira”. O uso de porta-enxertos resistentes ao nematoide Meloidogyne enterolobii, principal fator predisponente à doença, constitui em uma opção de controle. Porém, a seleção de híbridos resistentes ao nematoide precisa, também, da avaliação destes quanto a sua compatibilidade de enxertia com a copa. O objetivo do trabalho foi verificar a compatibilidade de enxertia por meio de indicadores biométricos e fotossintéticos da goiabeira ‘Paluma’ enxertada sobre híbridos de P. guineense x P. cattleyanum. Foi utilizado o delineamento em blocos casualizados, com quatro tratamentos e sete repetições, sendo a goiabeira ‘Paluma’ (PA) enxertada sobre os híbridos H237, H242 e H251, e propagada por estaquia, como testemunha. As plantas foram conduzidas em citrovasos de 3,8L, até atingirem o ponto de transplantio, realizado 380 dias após a enxertia, para vasos de 30L, em casa de vegetação. A altura das plantas e os diâmetros do caule foram avaliados até 240 dias após o transplantio. As taxas de assimilação de CO2, a condutância estomática e a transpiração, foram avaliadas às 8 e 13 h. Para isso, houve a calibração do amadurecimento de uma folha por meio de medições e leituras com o SPAD, durante 30 dias. O crescimento em altura e diâmetro foi crescente e significativo nas épocas avaliadas. A combinação PA/H237 apresentou maior média de altura, 138,5 cm, e de diâmetros dos caules, com diferença entre copa e porta-enxerto de 1,1 mm, estatisticamente igual à combinação PA/H242, com diferença de 1,0 mm, indicando afinidade entre copa e porta-enxerto. As trocas gasosas diferiram estatisticamente apenas entre o período avaliado. A taxa de assimilação de CO2, média de 21,7 µmol CO2 m-2 S-1 às 8h, reduziu em 46,3% às 13h, a condutância estomática reduziu em 38,2% e a transpiração aumentou em 23,9%. A enxertia induz um estresse nas plantas, pois o fluxo de água e nutrientes é cessado até o novo xilema ser retomado, neste caso, a ausência de diferença estatística entre os tratamentos indica o transporte de assimilados, via floema, eficiente, demonstrando sistema vascular funcional entre copa e porta-enxerto. Considerando ganho em diâmetro de caule e altura das plantas, a combinação PA/H237 resultou em maior vigor vegetativo; a enxertia entre a ‘Paluma’ e os híbridos avaliados não promove diferenças nas características fotossintéticas em relação à goiabeira sem porta-enxerto. Sendo os resultados obtidos a mais de dois anos após a enxertia, há indicação da compatibilidade da enxertia entre a goiabeira ‘Paluma’ e os híbridos H237, H242 e H251.

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Instituições
  • 1 Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro
Eixo Temático
  • 9 PPG Produção Vegetal
Palavras-chave
Pisidium guajava
porta-enxerto resistente
trocas gasosas