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A região norte do território brasileiro tem estações climáticas caracterizadas por períodos de chuva e seca onde a pecuária inserida trabalha em sistemas de sequeiro. Essa sazonalidade resulta em escassez de forragem, e consequente, déficit nutricional ao rebanho que tem contínua e crescente exigência nutricional durante o ano. O diferimento da pastagem é uma tecnologia de manejo de fácil realização e baixo custo que garante estoque de forragem no período crítico. Nesse trabalho o objetivo foi avaliar quantitativamente o rendimento e potencial nutricional de pastos de Urochloa spp simulando diferentes períodos de diferimento. A implantação do experimento e coletas de dados de campo ocorreram no setor de bovinocultura de leite Campus Colinas do Tocantins do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Tocantins, localizado no município de Colinas do Tocantins. Os tratamentos foram compostos pela combinação de seis cultivares de capim Urochloa (Sabiá, Cayana, hibrido III, Mullato II, Marandu e Humidicola) e seis períodos de diferimento (56, 84, 112, 140, 168 e 196 dias). Cada tratamento foi composto por três repetições totalizando 108 unidades experimentais avaliados por dois anos consecutivos. Os pastos de Urochloa spp. diferidos por períodos mais extenso apresentaram valores de matéria seca total (MST) maiores aos períodos mais breves, e os valores de matéria seca de lâmina foliar (MSLF) nos períodos iniciais foram superiores aos encontrado em períodos mais longos. As médias dessas variáveis, entre 56 a 196 dias de vedação, foram de 5,93 a 11,15 ton MS/ha de MST, e de 4,95 a 0,30 ton MS/ha de MSLF, respectivamente. Basicamente, o que acontece com o maior período de diferimento é maior acúmulo de forragem, maior concentração de componentes da parede celular, menor acúmulo de conteúdo celular. Esse acúmulo de massa total está intimamente relacionado com o aumento da fração fibrosa que é um dos reguladores de consumo. O acúmulo de forragem, de todas as espécies, foi suficiente para suportar uma média em torno de 2,36 UA.ha-1, durante todo o período seco. Entre os períodos avaliados o que apresentou características mais vantajosas foi o segundo período diferimento (84 dias). Neste período, a MST foi acompanhada de alta produção de MSLF e baixa quantidade de material morto na pastagem. Entre as cultivares de Urochloa spp. avaliadas o capim Mulato II apresentou alta produção de MST e MSLF. A combinação do capim Mulato II com o segundo período de diferimento (84 dias) é uma estratégia promissora capaz de agrupar valores de MST em torno de 10,01 ton MS/há com valores de MSLF próximos de 4,95 ton MS/ha.
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