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De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Autismo ou Transtorno do Espectro Autista (TEA) afeta uma em cada 160 crianças no mundo e estima-se que 1% da população mundial seja afetada pelo transtorno (ONU News, 2017).
A medicina define como complexo o diagnóstico de TEA, pois há diversas etiologias e níveis variáveis (CUNHA, 2017). De acordo com cada nível, a criança pode apresentar sinais de dificuldades mais leves, moderadas ou mais severas. As características apresentadas no espectro, de acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V, 2014), são déficits na interação social, na comunicação verbal ou não verbal, comportamentos com padrões restritos e repetitivos, bem como, aspectos sensoriais incomuns.
O aumento de número de casos do transtorno, é um aspecto que faz refletir sobre o diagnóstico e tratamento desses indivíduos, sendo fatores importantes a serem pesquisados. Nesse sentido, o sistema Eye Tracking ou Rastreamento Ocular tem sido estudado como recurso no auxílio ao diagnóstico precoce do Autismo, já que o contato visual é um ato de atenção percebido desde os primeiros meses nos bebês e que a falta de permanência desse contato é caracterizada como um forte sinal para o TEA (VOLKMAR, 2019).
Assim, as dificuldades apresentadas pelo indivíduo com TEA influenciam diretamente em sua autonomia e, principalmente, em sua performance escolar. Os alunos autistas estão cada vez mais presentes nas escolas e os professores encontram-se carentes de informações relacionadas ao transtorno e de recursos para lidar com essas crianças em sala de aula, visto que os autistas costumam chegar disfuncionais ou até mesmo sem diagnósticos ao Ensino Fundamental (CUNHA, 2016). O presente trabalho pretende avaliar, por meio da criação de um aplicativo móvel com o sistema Eye Tracking associado à Escala M-CHAT, sinais de TEA em bebês até 18 meses de idade, em uma creche na cidade de Campos dos Goitacazes. Nesse sentido, o objetivo geral desta pesquisa é propor a criação de um aplicativo móvel com sistema Eye Tracking, associado à Escala M-CHAT, avaliando as suas contribuições no diagnóstico e intervenção precoces do TEA. Tem-se como objetivos específicos discorrer sobre o TEA e seus desdobramentos na primeira fase da infância e sobre a importância do diagnóstico e intervenção precoces; definir as etapas de criação do aplicativo móvel com Sistema Eye Tracking; fazer o rastreamento dos sinais de TEA em bebês com até 18 meses de idade, com o uso do aplicativo criado, na creche a ser especificada posteriormente; utilizar a Escala M-CHAT com os pais dos bebês estudados e analisar os dados encontrados na pesquisa.
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