Anatomia e histoquímica dos coléteres estipulares de Tocoyena sellowiana (Cham. & Schltdl.) K. Schum

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Resumo

Rubiaceae é considerada uma das maiores famílias botânicas em diversidade de espécies entre as Angiospermas com 13.765 espécies distribuídas em 611 gêneros. As espécies da família possuem como caráter principal para identificação taxonômica, a presença de estípulas interpeciolares que são estruturas vegetativas capazes de abrigar estruturas secretoras denominadas coléteres. Os coléteres exsudam substâncias mucilaginosas associadas à proteção de primórdios foliares à dessecação e proteção contra ataque de patógenos, sendo assim necessários estudos sobre a estrutura e os mecanismos de secreção dos exsudatos dos coléteres. Dessa forma, o presente trabalho tem por objetivo apresentar o plano de trabalho que se propõe a investigar a presença de coléteres estipulares para Tocoyena sellowiana (Cham. & Schltdl.) K. Schum e descrever a anatomia dessas estruturas. A espécie de estudo está inserida na PPPN Fazenda Caruara, São João da Barra, RJ. Os nós caulinares serão numerados considerando o par mais próximo ao meristema apical como o primeiro nó, o próximo como o segundo nó, até o nó onde ocorra a senescência da estrutura. As amostras serão fixadas em solução aquosa de glutaraldeído 2,5%, formaldeído 4,0%e tampão cacodilato de sódio 0,05M a pH7,2 e pós-fixado por 1 h em temperatura ambiente com 1,0% de tetróxido de ósmio em 0,05 M no mesmo tampão, pH 7,2. Posteriormente, lavadas em tampão e submetidas às metodologias adequadas para observação e captura de imagens para microscopia óptica e microscopia eletrônica de varredura e de transmissão. Para os testes histoquímicos, as amostras frescas ou fixadas e emblocadas em historesina serão submetidas aos testes para detectar mucilagem, compostos ácidos e básicos, glicoproteínas e polissacarídeos neutros, lipídios, proteínas. A partir das análises realizadas, espera-se: apontar qual tipo morfológico dos coléteres de T. sellowiana; apontar a composição anatômica característica dos coléteres; apontar as classes dos metabólitos secundários presentes na secreção dos coléteres por métodos histoquímicos; indicar o mecanismo de secreção dos exsudados dos coléteres; por fim, sugerir como se dá o processo de senescência. Assim, os dados obtidos corroborarão para o entendimento dos mecanismos de secreção dos coléteres da família Rubiaceae.

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Instituições
  • 1 Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro
  • 2 UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Eixo Temático
  • 1.1 UENF - Ciências Biológicas
Palavras-chave
Coléteres
Estípulas
Exsudatos