Alterações na morfologia dendrítica dos neurônios do córtex pré-frontal e núcleo accumbens resultante dos processos de aprendizagem

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Iniciação Científica-Oral
  • Eixo temático: 1.1 UENF - Ciências Biológicas
  • Palavras chaves: Dependência química; Morfina; Morfologia Dendrítica;
  • 1 Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro

Alterações na morfologia dendrítica dos neurônios do córtex pré-frontal e núcleo accumbens resultante dos processos de aprendizagem

Gabriela Correa Leôncio

Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro

Resumo

A dependência química é uma doença de difícil tratamento por apresentar um índice elevado de recaída. Na dependência, as substâncias psicoativas modificam os sistemas cerebrais de aprendizagem relacionados às recompensas. Dois processos de aprendizagem estão relacionados diretamente com dependência: o condicionamento e a sensibilização comportamental. A inibição e/ou atenuação desses processos são altamente desejáveis no tratamento dessa doença. A busca por novidades é uma força que pode iniciar novos comportamentos, envolvendo fatores como motivação e medo/ansiedade. Existe uma relação entre a atividade exploratória induzida pela novidade e o uso de substâncias psicoativas, pois ambas possuem propriedades de recompensa e aumentam a liberação de dopamina no sistema de recompensa cerebral, contribuindo dessa forma para o desenvolvimento do condicionamento e da sensibilização. As interações entre esses processos de aprendizagem podem se manifestar na morfologia neuronal, alterando a complexidade da morfologia dendrítica que é passível de modificação pela aprendizagem. O objetivo do trabalho foi verificar o efeito da novidade no desenvolvimento e expressão de uma resposta locomotora condicionada e sensibilizada produzida por morfina e na morfologia dendrítica dos neurônios do núcleo accumbens (NAc) e do córtex pré-frontal (CPF) que são estruturas pertencentes ao sistema de recompensa cerebral. A morfina (MOR) é um fármaco analgésico opióide que produz dependência. Ratos machos Wistar foram colocados na arena por 5 minutos, tendo a locomoção registrada e, imediatamente após o término da sessão experimental, receberam veículo (VEI) ou MOR 10 mg/kg, de acordo com um protocolo Pavloviano de traço. Esse protocolo foi realizado por 6 dias consecutivos e foi denominado de fase de indução. Inicialmente, os animais foram divididos em dois grupos: VEI e MOR. No terceiro dia da indução, o grupo VEI foi subdivido e metade do grupo recebeu VEI (grupo VEI) e a outra metade recebeu MOR (grupo MOR-PARCIAL). O grupo MOR continuou recebendo MOR (grupo MOR-TOTAL). Após término do experimento, os animais foram eutanasiados e seus cérebros foram processados com a coloração de Golgi-Cox para a análise da morfologia neuronal. Os resultados mostraram que somente o grupo MOR-TOTAL apresentou uma resposta locomotora sensibilizada, ou seja, o grupo em que o efeito da novidade foi reforçado pela MOR. Os resultados da morfologia dendrítica mostraram que houve um aumento do número e do comprimento total dos dendritos no NAc somente no grupo MOR-TOTAL. Esses resultados sugerem a contribuição da novidade no desenvolvimento da sensibilização e no aumento da complexidade dendrítica.

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