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Espera-se que até 2025 o Brasil ocupe o sexto lugar no mundo em população idosa (OMS, 2002). Considerando uma projeção maior de tempo, espera-se que em 2050 um quarto da população (25,5%) tenha mais de 65 anos de idade (IBGE, 2018). Essa mudança no perfil etário da população não só no Brasil, mas no mundo, muito se deve ao envelhecimento da geração baby boomer. Os nascidos entre 1946 e 1965 têm mudado a demografia populacional mundial (Reher, 2015). Dentre as áreas que são impactadas devido a longevidade populacional, está a educação, mais precisamente as universidades. Sendo assim, este artigo tem como objetivo apresentar a iniciativa Age-friendly sob a ótica desta ser uma mudança de paradigma em relação a iniciativa das Universidades Abertas à Terceira Idade, uma vez que esta última tem sua origem como “Universidade do Tempo Livre”, o que remete ao atendimento de um outro perfil de idosos diferente das caraterísticas que vêm sendo observadas na geração que envelhece. Baseada nos desafios oriundos do crescimento da população idosa pelo mundo e uma evidente necessidade de promoção de pesquisas, oportunidade de educação para a população mais velha e a promoção de relações intergeracionais, a iniciativa de transformar a universidade em uma instituição amiga do idoso tem sua origem em Dublin, por meio da Dublin City University. A partir da elaboração de 10 princípios que versam sobre o que foi anteriormente citado, como, por exemplo, o incentivo a participação de idosos nas atividades principais das universidades como cursos de graduação e pós-graduação, pretende-se a aproximação da universidade com a comunidade e principalmente reforçar o papel desta frente ao envelhecimento. Por meio de uma certificação, a instituição considerada como amiga do idoso se compromete a cumprir com o máximo de princípios propostos (O’Kelly, 2015). Nota-se que a referida iniciativa se difere no que ela estabelece como necessidade dos idosos de agora e os próximos, especialmente no que tange a oferta de atividades educacionais. Quarto pilar do envelhecimento ativo (OMS, 2002, 2005) e apontada por Glendenning (2001) como essencial para a promoção e manutenção de uma vida saudável e independente, pensar em educação para a população idosa é pensar em qualidade de vida na longevidade. Contudo, é importante se atentar quais são as necessidades educacionais desse público para que a adesão aconteça. Considerando a geração baby boomer, observa-se um novo perfil, mais ativo, com essência de aprendiz e protagonista de sua vida, sendo consequentemente protagonista de sua velhice. Assim, a iniciativa da Age-friendly University emerge como uma quebra de paradigma.
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