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Síntese, modificação e caracterização de nanosuportes superparamagnéticos para imobilização eficiente de lipase
Daiana de Souza Silva
Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro
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Crie um tópicoAs lipases são enzimas, geralmente utilizadas na biocatálise, que possuem obstáculos a serem superados, como difícil recuperação e reutilização. A imobilização dessas enzimas é uma solução proveitosa que também aumenta a estabilidade enzimática e permite a utilização de um processo contínuo. Nanomagnetitas têm sido usadas como suportes enzimáticos devido às suas características favoráveis como biocompatibilidade, não toxicidade, boa estabilidade térmica e suas propriedades magnéticas, possibilitando o isolamento simples das enzimas imobilizadas por meio de um campo magnético externo. Devido à grande proporção entre área superficial e volume, as nanopartículas magnéticas (NPMs) tendem a gerar aglomerados, o recobrimento das NPMs com surfactantes como ácido oleico é indicado pois gera uma repulsão entre as NPMs, evitando a formação dos aglomerados e controla a reatividade das NPMs. O objetivo geral do trabalho é a formulação, modificação e caracterização de nanosuportes com propriedades magnéticas, a partir de nanomagnetitas, que sejam eficientes na imobilização de enzimas para utilização em reatores de leitos fluidizados magneticamente estabilizados. As nanomagnetitas foram obtidas pelo método da co-precipitação. Foi adicionada água destilada e sais de ferro II e III num reator sob atmosfera de nitrogênio a 85ºC, com agitação de 600 rpm por 5 minutos. Em seguida, o pH foi tornado básico pela adição de NaOH, seguido da modificação superficial pela adição de ácido oleico. A mistura foi mantida em condições estáticas por 3 horas em atmosfera de nitrogênio a 80ºC. As magnetitas foram lavadas com água destilada até neutralizarem e estocadas em álcool isopropílico para posterior caracterização. Para a caracterização das NPMs foi feito um teste na presença de um ímã para verificar a resposta magnética das nanomagnetitas e FTIR para analisar as ligações químicas. As NPMs apresentaram resposta rápida ao ímã, confirmando suas características magnéticas e dispersão imediata assim q o imã é afastado, mostrando que não há magnetização residual. Na análise do FTIR, foram observados os picos da ligação Fe-O, atribuídos à magnetita, e os picos característicos da estrutura do ácido oleico e da ligação desde com a magnetita, comprovando a modificação das nanomagnetitas com o ácido oleico. Num comparativo com a análise no teste passado, foi possível observar que houve ligação com uma maior quantidade de ácido oleico.
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