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O Brasil encontra-se na liderança mundial no mercado de exportação de café. O Coffea arabica pertencente à família Rubiaceae é o mais cultivado atualmente no Brasil, aproximadamente 82% da área de produção, no entanto apresenta baixa produtividade média, o que pode estar relacionado com o manejo. Uma das práticas mais importantes no manejo é a poda, pois é responsável pela manutenção da capacidade produtiva, recuperação de plantas debilitadas, além de contribuir com a redução de bienalidade de produção. Entretanto as podas tradicionais no café arábica são consideradas drásticas e ocasionam a safra zero no ano seguinte à sua realização, fato que reduz a produtividade média da lavoura ao longo de vários ciclos de produção. A poda programada de ciclo (PPC) é um tipo de poda eficaz e amplamente utilizada no café Conilon e pode ser uma alternativa para melhorar o manejo e a produtividade do café arábica. A principal limitação para a utilização desta técnica no início da implantação da lavoura de café arábica é a falta de ramos produtivos, visto que, as plantas desta espécie são unicaulinar. Objetivou-se formular um protocolo de produção mudas de café arábica multicaulinar, através do uso de bioestimulante e miniestacas clonais, podendo ser uma alternativa para sanar as dificuldades para a condução da poda programada na espécie e proporcionar inovação tecnológica no seu manejo. O experimento foi conduzido em delineamento experimental de 4 blocos casualizados, no fatorial 3x2, sendo três períodos para a retirada das miniestacas da câmara de nebulização (30, 45 e 60 dias) e dois tipos solução (bioestimulante Stimulate® 1,5 ml/L e água deionizada) aplicadas via imersão. Cada parcela experimental foi constituída por seis plantas, sendo que após o período de cada retirada três das plantas de cada parcela, de maneira casualizada, foram submetidas a avaliações de número de brotações por miniestaca e porcentagem de enraizamento. De acordo com os resultados verificou-se que o tempo de retirada da câmara de nebulização e a solução com bioestimulante não proporcionaram diferenças significativas para a variável número de brotações. Para a porcentagem de raízes viáveis verificou-se que o bioestimulante prejudicou o enraizamento das miniestacas (69,44%), quando comparado com o tratamento sem bioestimulante (77,77%). A maior permanência das miniestacas na casa de nebulização aumentou a porcentagem de enraizamento, apresentando 100%, 83% e 50% de enraizamento, respectivamente para 60, 45 e 30 dias de permanência na nebulização. Demonstrando a possibilidade da propagação vegetativa do café arábica sem uso do bioestimulante.
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