PARÂMETROS QUANTITATIVOS DA MORFOLOGIA SUPERFICIAL DE Colomesus spp. (ACTINOPTERYGII: TETRAODONTIDAE) DO ESTADO DO PARÁ, BRASIL

Vol 1, 2020 - 132314
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Resumo

Os baiacus são conhecidos por possuírem mecanismos de defesa contra predadores e situações estressantes, tais como a inflação do abdômen em forma de balão, produção e acúmulo de toxina e aposematismo. O gênero Colomesus Gill, 1884 é formado por três espécies distinguidas a partir de técnicas moleculares e da morfologia: C. psittacus (Bloch & Schneider, 1801), C. asellus (Müller & Troschel, 1849) e C. tocantinensis Amaral et al., 2013. O objetivo desta pesquisa foi avaliar as variáveis quantitativas da morfologia superficial das espécies do gênero Colomesus do Estado do Pará, Brasil. Para tanto, foram pescados 10 C. psittacus em Algodoal, 10 C. asellus em Muamá e 10 C. tocantinensis em Cametá. Os peixes foram mortos por asfixia e congelados para posterior análise. Após total descongelamento, o peso foi aferido através de uma balança de precisão e o comprimento total e padrão com uma fita métrica. Com o auxílio de um paquímetro, foram medidas as distâncias entre os olhos (DO), internasal (DI), da boca ao final da nadadeira dorsal (DBND), do ânus ao final da nadadeira caudal (DANC) e comprimento e largura das nadadeiras. Os números de raios das nadadeiras e de listras transversais na superfície corporal foram contabilizados. O peso, comprimento total e padrão médio de C. psittacus (237 g, 22 e 18 cm) são consideravelmente maiores que C. asellus e C. tocantinensis (15 g, 9 e 7 cm e 25 g, 10 e 8 cm, respectivamente). Assim como as DO, DI, DBND e DANC, as quais não diferem significativamente entre C. asellus e C. tocantinenses. As médias do comprimento e da largura das nadadeiras de C. psittacus são o dobro dos valores encontrados em C. asellus e C. tocantinenses. O número de raios das nadadeiras dorsal e caudal de C. psittacus e C. asellus são idênticos (11 e 12, respectivamente). Enquanto que, as nadadeiras dorsal, caudal e anal de C. asellus tem um raio a mais que as de C. tocantinenses. As nadadeiras laterais direita e esquerda apresentam uma média de 16 raios cada em C. asellus e C. tocantinenses. Um total de 6 listras transversais são observadas em C. psittacus e 5 em C. asellus e C. tocantinenses, as quais estão de acordo com as diferenças morfológicas entre as espécies. As variações nos números de raios das nadadeiras dos peixes do gênero Colomesus podem também ser uma variável quantitativa para distinguir as espécies, portanto este é o primeiro relato dessa variável em Colomesus spp. de um mesmo Estado brasileiro.

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Instituições
  • 1 Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro
  • 2 Universidade Federal Fluminense
Eixo Temático
  • 1.1 UENF - Ciências Biológicas
Palavras-chave
Colomesus psittacus
C. asellus
C. tocantinensis