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Incidência de fitonematoides em mudas florestais
José Olívio Lopes Júnior
Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro
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Crie um tópicoA sanidade de mudas florestais nativas é um fator fundamental para o bom desenvolvimento da planta no pós-plantio, o que facilita a recuperação de áreas degradadas com custos menores para o produtor rural. A ausência de normas específicas que promovam a qualidade fitossanitária de mudas florestais nativas, a existência de muitos viveiros sem o Registro Nacional de Sementes e Mudas (RENASEM) e relatos de infestação por fitonematoides em viveiros, nos permitem sustentar a hipótese de que mudas florestais nativas são comercializadas contaminadas por fitonematoides. O objetivo do trabalho foi realizar um levantamento de fitonematoides em viveiros de mudas de espécies florestais nativas da Mata Atlântica. Cinco viveiros distribuídos nos Estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, com e sem RENASEM, foram visitados e seus técnicos entrevistados quanto às condições fitossanitárias do estabelecimento. Duzentas e oitenta mudas de 30 espécies florestais foram inspecionadas para verificar se existia a presença de fitonematoides no substrato e nas raízes. Fitonematoides foram encontrados em altas densidades em todas as espécies de mudas comercializadas pelos viveiros, tanto nos viveiros com RENASEM, quanto os sem. As espécies de fitonematoides mais abundantes nas mudas foram Helicotylenchus dihystera e Pratylenchus brachyurus, seguidas de Meloidogyne enterolobii e Rotylenchulus reniformis, espécies conhecidas por causarem danos às diversas espécies agrícolas. Os fatores que podem estar associados a estes resultados são a origem da água utilizada na irrigação, que geralmente é obtida de fontes hídricas não tratadas e o substrato que é composto principalmente por terra de barranco. A presença de fitonematoides em mudas nativas pode disseminar estes patógenos para cultivos agrícolas próximos ao reflorestamento e causar prejuízos para o agricultor. Estes resultados confirmam que o manejo fitossanitário não é realizado de maneira adequada nos viveiros e que mudas nativas podem se tornar fonte de inóculo destes fitopatógenos. Os resultados sugerem que normas mais específicas devem ser elaboradas para a produção de mudas florestais e que os viveiros devem ser orientados e fiscalizados em sua atuação.
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