Crônicas de Campos: a representação da cidade em textos publicados entre 2008 e 2009 no jornal Monitor Campista

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Detalhes
  • Tipo de apresentação: Pós-Graduação-Oral
  • Eixo temático: 17 PPG Cognição e Linguagem
  • Palavras chaves: Crônica; Campos dos Goytacazes; Cidade;
  • 1 Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro - UENF
  • 2 Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro

Crônicas de Campos: a representação da cidade em textos publicados entre 2008 e 2009 no jornal Monitor Campista

Williane de Sá Marques

Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro - UENF

Resumo

Este trabalho, que ainda se encontra em desenvolvimento, parte das leituras que os cronistas que publicavam no último ano de circulação do jornal Monitor Campista — entre 15 de novembro de 2008 e 15 de novembro de 2009 — fizeram da cidade de Campos dos Goytacazes. Pauta-se, portanto, na seguinte questão: de que maneira as crônicas que figuravam nas páginas desse referido período e que tratam especificamente da relação dos cronistas com a cidade, enquadram memórias e constroem uma espécie de "identidade partilhada" pelos sujeitos que vivem ali? A hipótese é de que esses textos, que são híbridos por se classificarem tanto como jornalísticos quanto como literários, são "relatos de espaço" (CERTEAU, 2014) que demarcam identidades que, além de partilhadas, são também partidas, uma vez que representam discursivamente um lugar simbólico construído pelos cronistas por meio de memórias e de percepções permeadas por ideologia. A fim de responder tal questão e testar esse pressuposto, buscou-se conceituar as noções de "espaço”, “lugar”, “cidade”, “memória” e “identidade” a partir de perspectivas geográficas e sociológicas, descrever os conceitos de “relatos de espaço” em Certeau (2014), bem como a instituição dos campos jornalístico e literário (BOURDIEU, 1996b, 1997), onde se enquadra o gênero crônica, tido aqui também como um texto discursivo (MAINGUENEAU, 2013, 2018; ORLANDI, 2001). Neste trabalho, o cronista ainda é considerado um flâneur (BENJAMIN, 1989) que é interpelado em sujeito (MAINGUENEAU, 2018; ORLANDI, 2001) e que se posiciona social e subjetivamente em seus textos por meio de sua paratopia (MAINGUENEAU, 2018) e a partir de seu habitus (BOURDIEU, 1996b). Essas discussões teóricas classificam essa pesquisa como bibliográfica e qualitativa. Posteriormente, deverá ser, também, categorizada como pesquisa documental, aplicada a partir da leitura e da análise das crônicas selecionadas por meio do método da Análise do Discurso de vertente francesa. Essa etapa ainda está em curso.

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