AVALIAÇÃO DA FREQUÊNCIA DE PESSOAS IDOSAS COM SINTOMAS COMPATÍVEIS COM DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA EM DIFERENTES UNIDADES DE SAÚDE DA FAMÍLIA EM CUBATÃO: RESULTADOS PRELIMINARES

Vol 1, 2024 - 305793
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Resumo

INTRODUÇÃO No Brasil tem sido observada o rápido crescimento da população idosa, o que pode se associar ao aumento da incidência das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs). Dentre as DCNTs, as disfunções respiratórias podem ser consideradas como agravantes à saúde para indivíduos sujeitos a exposição de poluentes, como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Cubatão se mostra historicamente como um município alvo para problemas respiratórios, uma vez que a população conviveu diariamente com toneladas de poluentes lançados no ar. OBJETIVO(S) O presente estudo teve como objetivo realizar a análise dos prontuários de diferentes Unidades de Saúde da Família (USFs) do município de Cubatão para determinar a frequência de pessoas idosas com sintomas compatíveis com DPOC. MÉTODOSTrata-se de um estudo retrospectivo, realizado de agosto de 2023 a janeiro de 2024, a partir de dados de prontuários de pessoas idosas residentes no município de Cubatão, aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade São Judas Tadeu (parecer 6.507.945). RESULTADOS Foram avaliados um total de 407 prontuários de quatro USFs: Vila Esperança (n=100); Mário Covas (n=102); Jardim Casqueiro (n=101) e Vila dos Pescadores (n=100). Em conjunto, foi possível observar que 64,9% dos prontuários eram de mulheres, com idade de 71±8,3 anos (52–101). Houve dificuldade para análise dos prontuários devido ausência de informações para estado civil, características étnico-raciais, nível de escolaridade e de exames solicitados. Foi constatado que 81,6% dos prontuários pertenciam à não tabagistas, 3,4% à ex-tabagistas e 15,5% à tabagistas. Sintomas respiratórios foi relatado em 23,4% dos prontuários analisados, com diagnóstico de DPOC confirmado para 3,8%, no entanto laudo de espirometria foi encontrado em apenas 2,3% dos prontuários. Dos prontuários de tabagistas e ex-tabagistas, 8,7% informaram apresentar sintomas respiratórios e apenas 2,5% com confirmação de DPOC. Vale destacar que dados de prontuários de não tabagistas, mostram que 13,2% apresentavam sintomas respiratórios e 1,3% tiveram diagnóstico de DPOC sem anotação de espirometria no prontuário. CONCLUSÃO Os dados preliminares obtidos no presente estudo demonstram a dificuldade de coleta de dados devido a ausência de informações nos prontuários. Além disso, a baixa frequência de diagnósticos de DPOC encontrada pode estar associada a reduzida quantidade de solicitações de exames de espirometria para confirmação do diagnostico. Novos estudos devem ser realizados a fim de compreender melhor esses números e auxiliar no desenvolvimento de estratégias de saúde junto ao município de Cubatão.

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Instituições
  • 1 Universidade São Judas Tadeu
Eixo Temático
  • Doenças associadas ao envelhecimento
Palavras-chave
Envelhecimento
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica
Cubatão