Avanços tecnológicos uniram-se com medidas de saúde pública, resultando no melhoramento da quantidade, qualidade e variedade de alimentos. Somado a isso, as grandes cidades oferecem pouca segurança para a prática de esportes e exercícios físicos. Todos esses fatores tiveram impacto no processo denominado transição nutricional. Afetando também crianças e adolescentes, a epidemia de obesidade pode ter sérios problemas, tanto sociais, quanto fisiológicos, incluindo o desenvolvimento motor. Em distinção a modelos quantitativos, o TGMD-2 é baseado em avaliação qualitativa e o objetivo do estudo foi verificar se havia correlação entre o estado nutricional e a composição corporal com os resultados do teste. Vinte e cinco crianças de ambos os sexos participaram da pesquisa. As meninas tiveram maiores valores de dobras cutâneas e percentual de gordura, assim como menores escores no teste de controle e manipulação de objetos. Apesar de não haver diferença direta nos resultados do teste entre os grupos, quando estratificados pelo estado nutricional, houve correlação negativa e significativa entre o IMC e os escores de locomoção, assim como do percentual de gordura com todos os escores do teste, indicando que o excesso de peso e a adiposidade corporal podem afetar o desempenho de padrões motores fundamentais.